Do Kansas a Nova York, onda de calor histórica atinge os EUA antes do feriado de 4 de julho
As temperaturas escaldantes nos EUA refletiram as da Europa Ocidental, que recentemente foi atingida por sua própria onda de calor recorde, um evento que, segundo cientistas, teria sido “praticamente impossível” sem as mudanças climáticas causadas pelo homem. Cientistas confirmaram, por meio de anos de estudos, que as emissões de gases de efeito estufa estão tornando as ondas de calor em todo o mundo mais prováveis e intensas.
O calor extremo só começou a se espalhar pela cidade de Nova York na manhã de quarta-feira. A essa altura, a prefeitura já havia aberto centenas de centros de resfriamento e mobilizado mais de uma dúzia de “vans de resfriamento” equipadas com água, eletrólitos, protetor solar e refeições para os nova-iorquinos que precisavam de alívio, disse o prefeito Zohran Mamdani em uma coletiva de imprensa.
O ar-condicionado estava funcionando a todo vapor em um centro para idosos no Harlem na quarta-feira, onde uma placa em 13 idiomas anunciava o local como um “centro de resfriamento” para o público. O diretor do centro para idosos, Richard Allman, disse que o local permaneceria aberto além do horário habitual durante o fim de semana de 4 de julho.
“Procuramos tornar este um lugar confortável para as pessoas em um dia extremamente quente”, disse.
Antes da onda de calor, as autoridades municipais haviam pedido aos operadores de outdoors na icônica Times Square que reduzissem o brilho de seus painéis para diminuir o consumo de energia e solicitaram que as empresas não ajustassem os termostatos para menos de 25,5 graus Celsius. A concessionária de energia da cidade, a Con Edison, pediu aos clientes que limitassem o uso de energia das 14h às 22h.
A cidade também prolongou o horário de funcionamento das piscinas públicas, abriu centros de resfriamento adicionais em bibliotecas e prédios municipais e ampliou as ações de assistência nas ruas.
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