Operação de segurança mobiliza milhares de agentes no estado
O primeiro turno das eleições de 2026 em Mato Grosso iniciou com o registro de 14 ocorrências de crimes eleitorais até o início da tarde deste domingo (4). De acordo com informações confirmadas pelo tenente-coronel André Dorileo, a maioria dos casos envolve a prática de boca de urna, com 13 registros, além de uma ocorrência de propaganda irregular.
As autoridades policiais confirmaram que 12 pessoas foram conduzidas às delegacias para prestar esclarecimentos. Os registros ocorreram em diversas regiões do estado, incluindo municípios como Cuiabá, Alto Paraguai, Denise, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Nova Xavantina, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis e Tangará da Serra.
Efetivo reforçado para garantir a ordem pública
Para assegurar a tranquilidade do pleito, uma força-tarefa composta por 5.188 agentes de segurança está mobilizada em todo o território mato-grossense. O esquema conta com o apoio tecnológico de 22 mil câmeras de videomonitoramento integradas ao programa Vigia Mais MT, que auxilia no monitoramento em tempo real das zonas eleitorais.
A Polícia Militar lidera o contingente com 2.608 policiais nas ruas. A operação também integra 1.187 policiais civis, 474 bombeiros militares, 255 policiais federais, além de 396 integrantes do Exército Brasileiro, 133 da Marinha e 135 guardas civis municipais, garantindo uma presença ostensiva em locais estratégicos.
Combate a crimes eleitorais e influência externa
Além da fiscalização ostensiva, a Polícia Federal atua de forma preventiva contra delitos que possam comprometer a integridade do processo democrático. Segundo o TRE-MT, as ações incluem investigações coordenadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), focadas em impedir qualquer tentativa de influência de organizações criminosas no pleito.
Os crimes mais comuns monitorados pelas forças de segurança incluem a compra de votos, que consiste na oferta de dinheiro ou vantagens em troca de sufrágio, e a coação eleitoral, caracterizada pelo uso de violência ou ameaças contra o eleitor. A legislação brasileira é rigorosa quanto a essas práticas, e as forças de segurança permanecem em alerta máximo durante todo o período de votação.
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