F1: Alonso pode retornar à Alpine antes de aposentadoria; entenda
Fernando Alonso já deixou claro que está repensando seu futuro na Fórmula 1. Durante o dia de mídia no GP de Barcelona, o espanhol aproveitou para se despedir do traçado e declarou que pode ser a última vez que ele correrá em Montmeló. No entanto, uma notícia começou a circular no paddock: o bicampeão poderia estar estudando seu retorno à Alpine.
Na noite de Abu Dhabi, em 2018, Alonso se despediu da McLaren e da categoria, sendo homenageado na pista por Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Max Verstappen, os três primeiros colocados.
Mas aquele não foi o fim de sua carreira na F1. Aos 37 anos, Alonso já havia planejado sua busca pela Tríplice Coroa e sua participação no Campeonato Mundial de Endurance.
Não é segredo que Alonso pode optar por encerrar sua carreira ao final da temporada de 2026. E desta vez, aos 45 anos, pode ser uma despedida definitiva do automobilismo. O condicional, porém, é obrigatório quando se trata de Fernando, devido a uma motivação feroz que continua resistindo ao passar do tempo.
Circulam hoje dois cenários sobre o seu futuro. O primeiro diz respeito novamente à Aston Martin e, em particular, ao carro que estreará daqui a pouco mais de um mês, no fim de semana do GP da Bélgica. Uma espécie de AMR26 ‘B’, na qual a equipe depositou suas últimas esperanças para reverter a situação após um início de temporada muito abaixo das expectativas. Fernando incluido.
Fernando Alonso, Aston Martin Racing
Foto de: Alastair Staley / LAT Images via Getty Images
Mas no paddock de Barcelona está ganhando força, acima de tudo, outra hipótese. De fato, existe uma possibilidade concreta de que Alonso possa se permitir um último capítulo na equipe com a qual conquistou seus dois títulos mundiais.
A Alpine é hoje comandada por Flavio Briatore, empresário do próprio Alonso, e embora ele tenha enfatizado várias vezes que a prioridade é o crescimento técnico da equipe, a ideia de receber Fernando para o que poderia ser sua última temporada na F1 é considerada tudo menos irreal.
A equipe o acolheu como Renault de 2003 a 2006, o período mais glorioso de sua carreira, e novamente entre 2008 e 2009, após a separação traumática com a McLaren. Foi sempre a mesma estrutura, que entretanto se tornou a Alpine, a trazê-lo de volta à F1 em 2021, um dos ‘retornos’ mais surpreendentes da história do esporte.
Uma última ‘volta’ com a equipe que lhe proporcionou os momentos mais importantes da carreira teria, inevitavelmente, um forte valor simbólico. Mas não se trataria apenas de romantismo.
A Aston Martin continua a ter um enorme potencial no papel, mas não há garantias de que a parceria com a Honda possa se traduzir em um pacote vencedor em 2027. A Alpine, graças à parceria com a Mercedes, parece hoje um destino mais seguro para quem ainda sonha em subir pelo menos mais uma vez ao pódio.
E a despedida de Barcelona? Alonso é um comunicador muito habilidoso e as palavras proferidas na quinta-feira não foram escolhidas ao acaso.
No calendário de 2027, o circuito da Catalunha não estará presente, entrando no sistema de rotação previsto pela F1 junto com Spa-Francorchamps: ele retornará em 2028. Desse ponto de vista, a despedida é real e inevitável, mas quem pode não faltar ao encontro do próximo ano é justamente Fernando Alonso.
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