F1: Audi está melhor que o esperado em 2026, diz diretor


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A Audi encerrou na última semana a primeira fase de sua temporada de estreia na Fórmula 1, tendo acumulado 12 pontos, quatro corridas no top 10 – incluindo as três últimas provas, e o oitavo lugar no Mundial de Construtores, à frente de Williams, Aston Martin e Cadillac. Uma performance que surpreende o diretor de corridas Allan McNish.

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Para além de sua performance nas corridas, a Audi soma cinco aparições no Q3 das classificações entre os pilotos Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto, com a dupla tendo uma posição média de largada de 12º e 13º, respectivamente.

Isso marca um início movimentado para a Audi, que entra oficialmente na F1 em 2026 após uma aquisição escalonada da Sauber (comprando parcelas das ações nos últimos anos).

Dos 12 pontos conquistados pela Audi, 10 deles vieram nas últimas três etapas, graças a dois oitavos lugares de Bortoleto e um nono de Hulk na Hungria. Essa melhora no ritmo pode ser atribuída às atualizações apresentadas na Áustria, com foco no desenvolvimento do carro em curvas de baixa.

Questionado na Hungria sobre um balanço da temporada até aqui, McNish, que substitui, de certa forma, o chefe Jonathan Wheatley, disse: “Estou feliz. O fato de termos evoluído tanto como equipe, desde que passei a me envolver diretamente, eu consigo ver o crescimento no pessoal, na confiança deles”.

Wheatley surpreendeu o paddock ao anunciar sua saída do cargo de chefia antes do GP de Miami. Chefe técnico do projeto Audi-F1, Mattia Binotto assumiu temporariamente o comando até a nomeação de McNish como diretor de corrida, mas acumulando as funções de chefia da equipe.


“Acho que estamos funcionando como equipe, e hoje foi uma corrida difícil [na Hungria] por diferentes motivos, mas a forma como executamos, acho que correu tudo bem. Em termos de performance do carro, acho que estamos melhor do que o esperado na classificação. Não esperava sermos rápidos e consistentemente rápidos”.

“Pudemos lidar bem com isso. Mas precisamos dar um passo adiante nesta área ainda”.

Com a Audi em oitavo na classificação, 54 pontos atrás da Racing Bulls, hoje “melhor do resto” em quinto, e a 165 do top 4, ainda há aspectos que uma estreante precisa melhorar.

O motor é um ponto, já que seu chassi é considerado um dos melhores do grid. As largadas também são uma deficiência da Audi. Na Hungria, Hulkenberg caiu de 10º para 11º antes de pontuar pela primeira vez no ano. 

“Em termos de coisas que não estamos tão felizes ou que podemos melhorar, definitivamente as largadas estão na lista. Isso é algo que nos atrapalhou hoje, indo parar atrás de Lawson, porque, no fim, tivemos a oportunidade de estar à frente de uma Racing Bulls, mas terminamos atrás das duas”.

“Mas, no geral, saio disso pensando que sim, há muito que podemos melhorar, muito mesmo. Mas agora superamos a Williams no Mundial. Estamos consistentemente no Q3, top 10 e pontos nas corridas, e posso ver que, com o desenvolvimento que temos, operacional e tecnicamente, vamos ficar cada vez mais fortes”.

“Acho que a maior coisa que sinto é conforto, mais do que confiança, de que estamos nos fortalecendo e crescendo no momento. Mas, para ser honesto, onde estamos no pelotão do meio e a diferença para o top 4 é grande. Mas considerando que fizemos apenas 11 corridas em nossa história na F1, acho que é uma posição boa para estarmos”.

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