Flávia Moretti decreta estado de calamidade na educação de Várzea Grande para o recebimento de recursos emergenciais federal e estadual
JB News
Por Nayara Cristina
A destruição provocada pelo incêndio que consumiu grande parte do Centro de Distribuição e Almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande levou a prefeita Flávia Moretti a decretar estado de calamidade na Educação do município. A medida foi adotada em caráter emergencial para permitir que a administração municipal tenha acesso mais rápido a recursos estaduais e federais destinados à reposição dos equipamentos, materiais pedagógicos, mobiliários e insumos destruídos pelas chamas.
A decisão foi anunciada durante vistoria realizada nesta quinta-feira no local atingido pelo incêndio, que contou com a presença do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, da secretária municipal de Educação, Maria Fernanda Leite, além de técnicos da prefeitura e equipes responsáveis pelo levantamento dos danos.
Segundo a prefeita, o decreto não significa paralisação das atividades escolares, mas sim a abertura de instrumentos legais que permitam ao município buscar ajuda imediata para reconstruir a estrutura perdida. Flávia afirmou que a administração já iniciou contatos com os governos Estadual e Federal para viabilizar apoio financeiro e técnico diante de uma situação considerada excepcional.
A prefeita explicou que a calamidade foi decretada justamente pela necessidade de garantir rapidez na obtenção de recursos públicos para recompor os prejuízos causados pelo incêndio. A preocupação da gestão é evitar que obras em andamento, ampliações de unidades escolares e projetos previstos para os próximos meses sejam comprometidos pela perda do patrimônio armazenado no local.
Durante a visita, a secretária Maria Fernanda Leite revelou que a Secretaria de Educação montou um gabinete de crise logo nas primeiras horas após o incêndio. De acordo com ela, uma operação emergencial foi criada para impedir qualquer impacto imediato aos estudantes. Fornecedores foram acionados e passaram a entregar alimentos diretamente nas unidades escolares, sem a necessidade de passagem pelo centro de distribuição destruído pelo fogo.
A estratégia garantiu que nenhuma escola suspendesse as atividades e que nenhum estudante ficasse sem merenda. A proximidade do recesso escolar também ajudou a administração a reorganizar a logística da rede enquanto os danos são contabilizados.

O levantamento preliminar aponta perdas expressivas. Entre os materiais destruídos estão aparelhos de ar-condicionado, freezers, geladeiras, fogões industriais, berços, cadeiras, brinquedos pedagógicos, materiais permanentes, equipamentos destinados a novas unidades de ensino e uma grande quantidade de uniformes e materiais escolares. Parte dos itens havia sido adquirida recentemente e estava pronta para ser instalada em escolas e creches do município.
Um dos maiores prejuízos está relacionado à estrutura de uma nova unidade educacional que seria inaugurada nos próximos meses para atender centenas de crianças. Equipamentos completos já haviam sido comprados e aguardavam distribuição quando foram alcançados pelo incêndio.
Ao acompanhar a vistoria, o presidente do Tribunal de Contas, Sérgio Ricardo, classificou o episódio como uma grave perda de patrimônio público e destacou que quem mais sofre com a tragédia são as crianças atendidas pela rede municipal. O conselheiro afirmou que o TCE acompanhará o caso e auxiliará a prefeitura na interlocução com os órgãos competentes para acelerar a reposição dos materiais perdidos.

Sérgio Ricardo também recomendou que a prefeitura encaminhe imediatamente aos órgãos de controle e aos governos Estadual e Federal um relatório detalhado dos prejuízos. Segundo ele, o levantamento técnico será fundamental para fundamentar os pedidos de auxílio e garantir agilidade na liberação dos recursos necessários para reconstruir a estrutura destruída.
Enquanto a Perícia Oficial continua investigando as causas do incêndio, a Prefeitura de Várzea Grande concentra esforços em duas frentes: descobrir o que provocou a destruição do almoxarifado e garantir que a tragédia não provoque prejuízos permanentes ao sistema educacional. Com o decreto de calamidade já em vigor, a expectativa da gestão é obter apoio institucional para repor rapidamente os equipamentos perdidos e assegurar que a rede municipal mantenha seu funcionamento sem comprometer o atendimento aos milhares de alunos matriculados no município.
VEJA :
Sobre o Autor

0 Comentários