O vice-presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Bruno Rios (PL), afirmou que vai solicitar informações ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre a Operação Cathedra Venalis. A medida busca obter elementos para avaliar possíveis providências internas no Legislativo municipal, após a ação que mirou parlamentares e servidores públicos.
Até o momento, o parlamentar declarou que tomou conhecimento das investigações apenas pela imprensa e que ainda não teve acesso a documentos oficiais do processo. A prioridade é formalizar o pedido para entender o alcance das suspeitas e definir os próximos passos institucionais.
Articulação política e investigações em andamento
Deflagrada em uma terça-feira, a Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de pagamento de vantagens indevidas a vereadores em troca de apoio político na disputa pela Mesa Diretora. A apuração também aponta possíveis repasses periódicos com a finalidade de manter agentes públicos em silêncio diante de supostas irregularidades.
As suspeitas tiveram origem em uma denúncia anônima protocolada no Ministério Público em maio. O documento relatava a criação de um esquema para garantir o resultado da eleição da Mesa Diretora, envolvendo o confinamento de parlamentares em uma chácara na região metropolitana.
Contexto da disputa pela Mesa Diretora
A denúncia encaminhada ao Gaeco detalhava que cerca de doze vereadores teriam permanecido sob escolta em uma propriedade no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá. O local pertencia ao vereador Dr. Miguel (Cidadania), onde os parlamentares ficariam até a data da sessão decisiva.
Wanderley Cerqueira (MDB) foi reconduzido à presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande em 14 de maio deste ano. No entanto, a eleição foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com base no princípio da anterioridade, que restringe a realização antecipada de pleitos internos.
Cobrança por nova eleição no Legislativo
Com a anulação do pleito anterior, Bruno Rios cobra a realização de uma nova eleição para o comando da Casa de Leis. O vereador sustenta que o grupo político opositor possui sustentação necessária para vencer a disputa e acusa a atual gestão de impor barreiras para retardar o processo.
A repercussão da operação policial e os desdobramentos judiciais continuam movimentando os bastidores políticos locais, colocando a transparência e a legalidade das movimentações da Câmara Municipal no centro do debate público regional.
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