Garoto de programa de 19 anos passa mal, pula muro e morre durante encontro em condomínio de Cuiabá
JB News
Da redação
Alexandre Borges Pinheiro foi encontrado nu e sem respirar em imóvel vizinho; suspeita de consumo de substância e possível queda ainda dependem de confirmação da perícia
Alexandre Borges Pinheiro, de 19 anos, morreu após apresentar comportamento alterado durante um encontro marcado por aplicativo, na tarde de sexta-feira (21), no Condomínio Chapada das Borboletas, localizado no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. A causa da morte ainda não foi esclarecida e será determinada por exames periciais.
Conforme as informações registradas pela Polícia Militar, Alexandre teria ido ao condomínio para prestar serviço como acompanhante. Durante o encontro com uma pessoa travesti, segundo o relato inicial apresentado aos policiais, o jovem começou a passar mal e teria apresentado uma espécie de surto.
Ainda segundo essa versão, Alexandre deixou o imóvel onde acontecia o encontro, pulou um muro e entrou em uma residência vizinha, identificada como casa 103. Algumas informações divulgadas posteriormente também mencionam que ele pode ter sofrido uma queda em uma área de barranco existente no condomínio. Essa circunstância, entretanto, ainda não foi oficialmente confirmada.
A Polícia Militar foi acionada no início da tarde. Quando os agentes chegaram, encontraram Alexandre nu e caído, já sem sinais de respiração. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada e realizou a avaliação, mas apenas pôde confirmar a morte do jovem.
A pessoa que estava com Alexandre teria relatado aos policiais que ele possivelmente havia consumido alguma substância antes de apresentar o comportamento alterado. A informação é tratada apenas como uma suspeita, pois não houve confirmação sobre ingestão de drogas, medicamentos, bebidas ou qualquer produto que pudesse ter provocado uma intoxicação.
Também não foi informado se embalagens, comprimidos ou substâncias ilícitas foram encontrados no imóvel. Os exames toxicológicos deverão apontar se havia álcool, drogas ou medicamentos no organismo da vítima.
A área onde Alexandre foi encontrado foi isolada e preservada para os trabalhos da perícia. Um investigador da Polícia Civil compareceu ao condomínio e assumiu a ocorrência. O corpo foi analisado no local e posteriormente encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
A necropsia deverá verificar se Alexandre morreu em consequência de uma queda, intoxicação, parada cardiorrespiratória ou outra condição. Os peritos também analisarão a existência de eventuais lesões no corpo e se elas são compatíveis com a passagem pelo muro ou com uma possível queda.
A Polícia Civil instaurou procedimento para esclarecer toda a dinâmica do caso. A pessoa que participou do encontro deverá ser ouvida formalmente, assim como moradores, funcionários e outras testemunhas que possam ter acompanhado a movimentação de Alexandre dentro do condomínio.
Imagens das câmeras de segurança também poderão ser requisitadas para determinar o horário em que o jovem chegou, os locais por onde passou e como entrou na residência vizinha. O aplicativo utilizado para marcar o encontro poderá ser analisado para confirmar as conversas mantidas antes da ocorrência.
Até o momento, não há confirmação oficial de agressão, homicídio ou participação direta de outra pessoa na morte. O caso permanece registrado como morte a esclarecer, e nenhuma hipótese foi descartada pela investigação.
As versões divulgadas até agora apresentam divergências sobre o ponto exato onde Alexandre caiu e sobre quem teria contratado o serviço pelo aplicativo. Esses detalhes deverão ser esclarecidos por depoimentos, imagens e provas técnicas. O laudo de necropsia do IML será fundamental para indicar a causa da morte e orientar os próximos passos da investigação.
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