Gauff admite que a grama continua sendo seu maior desafio


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Londres (Inglaterra) – Embora o despontar da norte-americana Coco Gauff tenha acontecido em Wimbledon, onde surpreendeu a todos em 2019 ao derrotar a compatriota Venus Williams e depois até as oitavas de final com apenas 15 anos, ela própria reconhece que a grama ainda é um piso ao qual precisa se adaptar melhor.

“A verdade é que eu e a grama não nos damos muito bem. Mesmo assim, guardo ótimas lembranças deste lugar. Já cheguei às oitavas aqui algumas vezes e acredito sinceramente que tenho nível para me sair bem. Para mim, tudo se resume à confiança”, disse Gauff, que nuca chegou nas quartas no All England Club.

“Além disso, não vou mentir, não tive exatamente os melhores sorteios em Wimbledon nos últimos anos e isso também influenciou. É uma superfície na qual ainda estou me adaptando. Não acho que vá ser algo natural para mim ainda, mas vamos fazer com que seja”, disse a norte-americana, que em 2025 não passou da estreia.

Ela acredita que a única maneira de se adaptar bem ao piso é continuar jogando. “Trata-se de tentar coisas novas, cometer erros e aprender. Honestamente, acho que estou treinando melhor na grama do que em qualquer outro ano desde que comecei a jogar Wimbledon. Isso significa que vou jogar uma ótima partida na segunda-feira? Não sei, espero que sim”.

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Para evoluir, Gauff tem dado ênfase ao jogo de pés, adaptando seu estilo e encontrando sua própria identidade na grama. “Também quero ser mais agressiva no saque. É algo que talvez tenha me faltado até mesmo em Roland Garros. Na grama, o saque pode causar muito mais estrago, e esse é um dos aspectos em que mais trabalhei nessas últimas semanas”, analisou.

Com o retorno de Serena, ela não deixou de destacar a importância das irmãs Williams como seus maiores modelos. “Eles foram minha maior inspiração. Comecei a jogar tênis graças a elas, que me fizeram acreditar que eu também poderia alcançar grandes coisas. Eu as admiro muito”, afirmou a tenista de 22 anos.

“Mesmo quando joguei contra elas, ainda senti essa admiração. Acho que foi a única vez que algo assim me aconteceu em uma quadra de tênis”, complementou Gauff, que na segunda-feira vai abrir sua campanha em Wimbledon enfrentando a alemã Tamara Korpatsch na quadra 2.





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