A morte do empresário Victor Simões em um trágico acidente aéreo no interior de São Paulo recolocou em evidência a história do Grupo Simões. O conglomerado industrial, profundamente enraizado na região Norte do país, construiu um império nos setores de bebidas, logística e comércio ao longo de décadas de atuação no mercado brasileiro.
O herdeiro e executivo era neto de Antônio Simões, fundador do grupo empresarial, e filho de Antônio Silva, atual presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (InfoMoney). A trajetória da família confidencia com o próprio desenvolvimento econômico e industrial da Zona Franca e de todo o estado amazonense.
A origem humilde e a expansão nos anos setenta
As raízes do conglomerado remontam à primeira metade do século XX. O fundador Antônio Simões começou a trabalhar ainda na infância, aos doze anos de idade, atendendo no balcão de uma padaria localizada na capital do Amazonas.
O primeiro passo rumo ao empreendedorismo próprio ocorreu em mil novecentos e quarenta e três, com a inauguração da sorveteria Moderna. Anos mais tarde, em mil novecentos e cinquenta e sete, o negócio expandiu-se com a fabricação de massas e biscoitos na mesma cidade.
O grande marco na história corporativa aconteceu na década de setenta. Por meio de uma sociedade estratégica, o grupo assumiu a franquia da Coca-Cola na capital amazonense, viabilizando a chegada oficial da distribuição da marca de refrigerantes para toda a região Norte.
Diversificação e novos mercados no norte
Com o sucesso inicial no segmento de bebidas, o conglomerado ampliou horizontes. Além de fortalecer a marca própria de guaraná Tuchaua, a empresa construiu sua própria unidade fabril voltada à produção de gás carbônico, insumo essencial para a indústria de bebidas gaseificadas.
A presença regional ganhou ainda mais força a partir de mil novecentos e setenta e seis, quando a atuação comercial foi expandida para o estado do Pará. A partir desse momento, a empresa consolidou sua capilaridade em praticamente todos os estados nortistas.
Nas décadas seguintes, o grupo diversificou as frentes de atuação:
- Entrada no setor automotivo em mil novecentos e noventa e quatro com a concessionária Murano.
- Inclusão de revenda de veículos da marca Honda em mil novecentos e noventa e nove com a Shizen.
- Fusão das operações de bebidas com a Solar Bebidas no ano de dois mil e vinte e dois.
- Início das operações de logística portuária em dois mil e vinte e três com o Terminal Portuário de Novo Remanso.
Repercussão e comoção no meio empresarial
A perda repentina de Victor Simões gerou forte repercussão entre lideranças políticas e empresariais. O executivo estava no interior paulista para acompanhar uma competição de hipismo disputada por sua filha quando ocorreu a queda da aeronave que ele próprio pilotava.
Autoridades públicas e figuras de destaque do mercado financeiro manifestaram solidariedade aos familiares por meio de publicações em redes sociais, resgatando o legado de trabalho e os investimentos de longo prazo deixados pela família Simões na região amazônica.
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