Inconformado com separação, ex invade festa, mata agente de saúde e amiga que tentou defendê-la em Poconé


Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

JB News

Por Emerson Teixeira

José Correa de Miranda foi preso após o ataque; uma das vítimas recebeu ao menos 16 facadas e um terceiro homem ficou gravemente ferido

Inconformado com o fim do relacionamento, José Correa de Miranda, de 47 anos, invadiu a casa da ex-companheira, Maria Helena do Carmo, de 51 anos, e matou a facadas e pauladas ela e a amiga Cleidineia Eucaris da Costa, de 46 anos. O crime ocorreu por volta das 0h50 desta quinta-feira (13), durante uma confraternização no Distrito de Cangas, em Poconé.

As duas mulheres eram agentes comunitárias de saúde e trabalhavam juntas no Posto de Saúde da Família da comunidade. Um terceiro homem, identificado como Benivaldo Sebastião do Carmo, de 43 anos, irmão de Maria Helena, também foi esfaqueado ao tentar impedir o ataque. Ele foi socorrido em estado grave.

Segundo o delegado de Poconé, Matheus Prates de Oliveira, a principal linha de investigação aponta que José não aceitava o término do relacionamento com Maria Helena. Armado com uma faca, ele teria entrado na residência onde a ex-companheira realizava uma pequena festa de aniversário com amigos e iniciado o ataque.

Benivaldo teria sido o primeiro a tentar conter o agressor, mas acabou atingido por vários golpes de faca. Mesmo ferido, ele conseguiu ser retirado do imóvel e levado até uma casa próxima, onde permaneceu até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Posteriormente, foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Poconé.

Ao perceber a agressão, Cleidineia tentou ajudar Maria Helena e impedir que a amiga fosse atacada. Ela também acabou golpeada. Conforme a apuração inicial da Polícia Civil, a agente de saúde tentou correr para dentro da residência, mas foi perseguida e alcançada.

“A amiga tentou fugir, mas infelizmente o suspeito a alcançou e desferiu, até o momento, entre 15 e 16 golpes de faca em diversas partes do corpo”, explicou o delegado Matheus Prates. As informações foram confirmadas pelo responsável pela investigação⁠.

Além das facadas, Cleidineia teria sido agredida com um pedaço de madeira. Ela sofreu diversos ferimentos e morreu ainda no local.

Maria Helena tentou se esconder em um dos cômodos da casa, mas também foi localizada pelo ex-companheiro. Conforme o registro policial, ela foi atacada com golpes de faca e pauladas e não resistiu. Quando as equipes de socorro chegaram, as duas mulheres já estavam sem sinais vitais.

Após os assassinatos, José deixou o Distrito de Cangas em um veículo e seguiu pela rodovia em direção à área urbana de Poconé. Durante o deslocamento para atender à ocorrência, policiais militares perceberam um automóvel fazendo sinais de luz e realizaram a abordagem.

O motorista foi identificado como José Correa. Segundo a Polícia Militar, ele afirmou que seguia para a sede da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar com a intenção de se entregar. O suspeito foi algemado e conduzido à Delegacia de Polícia Civil.

José apresentava escoriações pelo corpo e precisou ser levado à UPA para receber atendimento antes de ser apresentado à autoridade policial. Ele foi autuado pelos assassinatos das duas mulheres e pela tentativa de homicídio contra Benivaldo. O preso deverá passar por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.

A residência foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os corpos de Maria Helena e Cleidineia foram encaminhados para exame de necropsia.

A Polícia Civil continua apurando toda a dinâmica do ataque, incluindo a situação do relacionamento entre José e Maria Helena e a existência de eventuais episódios anteriores de violência ou ameaças. Até o momento, a motivação apontada oficialmente é a recusa do suspeito em aceitar o fim da união.

As mortes causaram comoção no Distrito de Cangas, onde as duas servidoras mantinham contato diário com moradores e acompanhavam famílias atendidas pela rede pública de saúde. A Prefeitura de Poconé decretou luto oficial de três dias e destacou a dedicação das profissionais à comunidade.

Em nota, o município manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho das vítimas. A administração afirmou que as duas servidoras construíram trajetórias marcadas pelo compromisso com a saúde pública, pela atenção às famílias e pelo carinho dedicado aos moradores de Cangas.



Source link

Sobre o Autor

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *