Um caso registrado na quarta-feira (21) no Hospital Municipal de Nova Xavantina chocou profissionais de saúde e autoridades policiais. A jovem indígena Kioharra Re’Ató Tseredzanho Tse, de 18 anos, deu à luz no banheiro da unidade de saúde e colocou o recém-nascido em uma lixeira. A criança foi encontrada pela avó materna, que ouviu o choro vindo do recipiente e acionou a equipe de enfermagem imediatamente. O bebê recebeu atendimento médico adequado e passa bem, enquanto a ocorrência mobilizou a Polícia Civil no interior do estado.
Conforme o registro policial, a jovem havia procurado o hospital reclamando de fortes dores nas costas e recebeu o atendimento inicial. Enquanto aguardava na unidade de saúde, ela se dirigiu ao banheiro e permaneceu no local por cerca de 15 minutos. Foi justamente nesse período que entrou em trabalho de parto e deu à luz sozinha, sem a assistência prévia de profissionais no momento exato do nascimento.
Atendimento médico e o resgate no hospital
Após o parto no banheiro, Kioharra colocou o recém-nascido dentro de uma lixeira e deixou o espaço. Momentos depois, a mãe da jovem entrou no mesmo banheiro, ouviu o choro abafado e percebeu que o bebê estava descartado no recipiente. A equipe de saúde do hospital foi alertada rapidamente, retirando a criança e preenchendo os protocolos de avaliação médica de emergência.
A equipe médica informou à Polícia Civil que o recém-nascido apresentava bom estado geral de saúde após o resgate. A mãe permaneceu internada na unidade hospitalar, recebendo a medicação necessária e acompanhamento clínico contínuo para sua recuperação física após o parto inesperado.
Alegações da jovem à Polícia Civil
Em depoimento inicial prestado aos policiais civis, a jovem apresentou versões que mesclavam desconhecimento da gestação e forte pressão psicológica. Aos profissionais de saúde, ela chegou a afirmar que não sabia que estava grávida, relatando apenas dores na região abdominal. No entanto, em conversa posterior com uma investigadora, Kioharra admitiu que colocou o recém-nascido na lixeira de propósito.
A motivação alegada para o ato foi o pavor da reação de sua família. A jovem afirmou que temia ser severamente repreendida pelos pais caso eles descobrissem a gravidez e o nascimento da criança, detalhando um cenário de forte temor de rejeição familiar no contexto de sua comunidade.
Desdobramentos legais e investigação
Diante dos fatos apurados no local, a autoridade policial determinou a instauração de um procedimento de prisão em flagrante, que passou a tramitar conforme os trâmites legais. Um investigador permaneceu de prontidão no hospital para acompanhar a situação da paciente enquanto ela recebia os cuidados médicos exigidos pelo pós-parto.
O caso foi formalmente classificado e é investigado pelas autoridades competentes como tentativa de infanticídio. O RepórterMT acompanha os desdobramentos judiciais e médicos desta ocorrência que repercutiu fortemente na região.
Continue acompanhando o Play Notícias News para se manter informado com coberturas jornalísticas completas, checagem rigorosa de fatos e análises aprofundadas sobre os principais acontecimentos locais e nacionais. Nosso compromisso é com a transparência e a relevância da informação para o leitor.
Mais sobre este assunto
Reconfiguração política em Mato Grosso destaca ascensão no legislativo e queda de veteranos nas urnas
Tre-mt descarta fraude nas urnas e projeta apuração rápida no segundo turno
Ministro do TSE barra decisão contra canal Exército do Lula no WhatsApp
Pesquisa Datafolha aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula