O volume de grãos inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos apresentou retração na semana encerrada em 1º de outubro de 2026. De acordo com o relatório divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os embarques de soja, milho e trigo registraram quedas na comparação semanal, refletindo a dinâmica atual do fluxo comercial norte-americano.
Desempenho semanal dos principais grãos
A soja, um dos pilares da balança comercial agrícola dos Estados Unidos, teve um recuo de 1,53% em relação à semana anterior. O volume inspecionado atingiu 1,138 milhão de toneladas, frente a 1,156 milhão de toneladas registradas no período precedente. Apesar da baixa semanal, o cenário anual mostra resiliência, com um crescimento de 45,3% na comparação com o mesmo período de 2025.
O milho apresentou uma queda mais acentuada, recuando 13,5% na comparação semanal, totalizando 1,367 milhão de toneladas. O número ficou abaixo das 1,580 milhão de toneladas da semana anterior e também recuou 19,6% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Já o trigo seguiu a tendência de baixa, com 302,356 mil toneladas inspecionadas, uma redução de 10,3% frente à semana anterior e uma queda expressiva de 48,9% na comparação anual.
Balanço do ano comercial e perspectivas
Ao analisar o acumulado do ano comercial, o cenário apresenta nuances importantes para o mercado global. Para o milho, os embarques somam 7,110 milhões de toneladas, mantendo um avanço de 4,4% em relação ao ciclo anterior. A soja também mantém desempenho positivo no acumulado, com 3,986 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 30,86% frente ao ciclo passado.
O trigo, contudo, enfrenta um desafio maior neste ano-safra. Com um acumulado de 6,671 milhões de toneladas, o setor registra uma retração de 35% em comparação com as 10,264 milhões de toneladas observadas no mesmo período do ciclo anterior. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos considera o início do ano-safra em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2026 para o milho e a soja.
Esses dados são fundamentais para investidores e produtores que acompanham a competitividade das commodities norte-americanas no mercado internacional. A variação semanal, embora pontual, compõe o quadro de oferta e demanda que define os preços globais dos alimentos.
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