Jair Bolsonaro presta depoimento sobre arma de fogo apreendida no DF


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O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, nesta terça-feira (23), no inquérito aberto para apurar o caso da arma de fogo apreendida em uma blitz com um de seus seguranças.

Segundo o advogado Paulo Bueno, que acompanhou o depoimento, realizado na residência de Jair Bolsonaro, o ex-presidente confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava. Em uma postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal” e tratou o episódio como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal. A defesa de Bolsonaro disse ainda que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

Na mensagem, publicada após o depoimento, o advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, a arma “deveria, de fato, estar em seu endereço”. Ao fim, escreveu que aguarda o arquivamento do inquérito em tramitação na Polícia Civil do Distrito Federal.

Apreensão

A arma foi apreendida em 15 de junho, quando um automóvel foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga, região administrativa do DF. Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 mm. O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.

Ao intimar a defesa a prestar esclarecimentos, o ministro Alexandre de Moraes perguntou “por que às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento”. Moraes deve decidir nesta quinta-feira (25) se a prisão domiciliar será mantida.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.




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