Kiko Damorim faz transição na Espanha e destaca experiência com Ferrero


Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

Em seu último ano de circuito juvenil e já realizando a transição para o tênis profissional, o paulista Francisco Damorim adotou um caminho diferente daquele que muitos brasileiros optaram. O paulista de 18 anos está há quatro temporadas na Espanha e tem a oportunidade de treinar na academia de Juan Carlos Ferrero.

Kiko, com é conhecido no circuito, é o atual 101º do ranking juvenil e falou um pouco da convivência com o ex-número 1 do mundo e também com Carlos Alcaraz, que já treinou durante muitos anos com Ferrero, além de destacar o quanto essa experiência pode ser positiva para a sequência da carreira.

“Faz quase quatro anos que eu cheguei lá, por um amigo do meu pai, que era muito amigo do Ferrero. Inclusive tenho a agradecer muito a ele, o Marcelo Michelucci. Primeiro eu fui para ficar duas semanas, gostei muito. Depois fiz um período mais longo”, disse Kiko Damorim a TenisBrasil durante o M25 de São Paulo, no Clube Pinheiros.

+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp

“Tenho muita confiança na minha equipe de lá e acho que esse processo é muito longo. Tenho um treinador que viaja comigo e mais dois ou três jogadores para os torneios. Vim para o Brasil nesse período de férias da academia e jogo alguns torneios próximos desse do Pinheiros”, explicou o jovem tenista.

Convivência com Ferrero e Alcaraz
Francisco Damorim (Foto: João Pires)

Além de estar ao lado de um ex-líder do ranking e campeão de Grand Slam, como Ferrero, Damorim destaca também a estrutura que têm a disposição na academia. “A gente mora dentro do alojamento, que tem todo o apoio que é necessário para um tenista de ponta. Não estudo na escola da academia, mas eles oferecem acompanhamento escolar e atualmente estou estudando à distância. Lá dentro tem tudo de melhor que um jogador precisa ter para chegar onde você quer”.

“Depois que o Alcaraz saiu, o Ferrero tem dado um pouco mais de tempo para o nosso grupo, entrado muito na quadra, ajudado muito a gente e dado umas dicas. Ele gosta de fazer parte do time, não só pelo nome”, afirmou o paulista. “É um treinador extraordinário, que enxerga o jogo de tênis de uma forma como nunca vi ninguém enxergar. Gosta de falar de uma forma mais tática e de como você tem que enfrentar cada jogador e consegue ver o tênis de uma forma muito mental. Ele sabe coisas que as outras pessoas não sabem”.

“Com o Alcaraz tive menos contato, mas ele sempre tratou todos os jogadores de lá como amigos e não se colocava numa posição de que era número 1 do mundo. Sempre foi muito simpático e carismático. Ele não tem ido muito para lá depois que parou de treinar com o Ferrero, apesar de ainda estar com um treinador da academia, que é o Samuel Lopez”, complementou.

Maior título da carreira e próximos passos

Damorim conquistou nesta temporada seu maior título no J300 de Plovdiv, em quadras de saibro na Bulgária, e entrou no top 100 do ranking, chegando ao 87º lugar em maio. O resultado serve de impulso para buscar objetivos maiores.

“Acho que o título na Bulgária sempre dá mais confiança e vontade de seguir. Você sempre volta para casa com aquela sensação de ‘quero mais’ e isso tem me ajudado muito. Porque nas últimas semanas a gente está tentando fazer a transição para o circuito profissional da maneira mais leve possível, sem me cobrar muito nos primeiros torneios e isso tem sido muito bom para mim. E apesar de ainda não ter feito meu primeiro ponto, tenho levado muito bem essa transição”.

Em um período de transição na carreira, Kiko afirmou ter recebido propostas de seguir o caminho do tênis universitário nos Estados Unidos e também considerou opções de retorno ao Brasil. Mas a prioridade no momento é manter a base de treinamento na Espanha e tentar as primeiras experiências no tênis profissional.

“Tive opções do tênis universitário ou de voltar para o Brasil, mas por enquanto não penso em nada além de estar lá e melhorar o meu nível”, afirmou. “A gente nunca fecha as portas, recebi propostas do tênis universitário e talvez eu vá no ano que vem. Não quero tomar como um plano B, sei que ambas as opções são válidas. Mas por enquanto sigo na Espanha, vou voltar para lá”.





Source link

Sobre o Autor

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *