A busca por altas produtividades na cultura da soja exige um planejamento rigoroso que vai muito além do plantio. A sanidade da lavoura, fator determinante para a qualidade final dos grãos e sementes, depende de um manejo integrado que acompanhe a planta em todas as suas fases de desenvolvimento. Entre as diversas ferramentas disponíveis, os fungicidas permanecem como o pilar central para o controle de doenças em escala comercial.
Embora o foco principal do produtor costume concentrar-se na fase reprodutiva, quando a incidência de patógenos tende a ser mais elevada, o encerramento do ciclo fitossanitário exige atenção redobrada. É neste momento que as chamadas doenças de final de ciclo (DFCs) podem comprometer o potencial produtivo que foi construído ao longo de meses de trabalho.
Desafios das doenças no encerramento da safra
As DFCs, como a cercosporiose, são responsáveis por perdas significativas tanto em volume quanto em qualidade. Paralelamente, a ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, permanece como uma ameaça constante que pode surgir em qualquer estádio da cultura. A mancha-alvo, por sua vez, possui um potencial destrutivo capaz de reduzir a produtividade em até 40%, segundo dados da Embrapa Soja.
Por serem doenças policíclicas, ou seja, que se replicam várias vezes durante o ciclo, o controle torna-se complexo. A manutenção do inóculo na lavoura exige que o produtor não baixe a guarda nas semanas finais. Falhas de manejo ou condições climáticas favoráveis à infecção, como períodos de alta umidade, podem transformar uma safra promissora em prejuízo se a proteção não for mantida até o momento correto.
O limite técnico para a aplicação de fungicidas
Para maximizar a eficácia das aplicações, o produtor deve respeitar o limite biológico da planta. O uso de fungicidas deve ocorrer, no máximo, até o estádio R7, que marca o início da maturação fisiológica. Neste ponto, a soja atinge o acúmulo máximo de matéria seca nos grãos e interrompe a absorção de água e nutrientes.
Após o estádio R7, a conexão funcional entre a planta-mãe e os grãos é encerrada. Portanto, aplicações realizadas após esse período não geram impactos fisiológicos ou produtivos, representando apenas custos desnecessários. O monitoramento constante da lavoura é, portanto, a única forma de garantir que o investimento em defensivos seja feito no momento exato em que a planta ainda pode responder com produtividade.
Tecnologia e manejo de resistência
A escolha do produto é tão importante quanto o momento da aplicação. A tendência atual no campo é a priorização de formulações que combinam múltiplos princípios ativos. Essa estratégia é vital não apenas para ampliar o espectro de controle, mas também para combater o desenvolvimento de resistência dos patógenos aos fungicidas disponíveis no mercado.
Soluções como o Fusão® FIX têm ganhado destaque por integrarem três princípios ativos de diferentes grupos químicos, incluindo um fungicida multissítio. Essa composição permite uma ação rápida e abrangente, sendo uma alternativa estratégica para o fechamento do programa fitossanitário. Ao aliar alta sistemicidade com a proteção de contato, o produto auxilia na preservação da sanidade da cultura, reduzindo as perdas causadas por patógenos que se beneficiam das condições de final de ciclo.
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