Meta: acordo nos EUA limita acesso de adolescentes a redes sociais
Adolescentes que usam Instagram e Facebook nos Estados Unidos terão limite diário de duas horas de uso, além de bloqueio de acesso durante a madrugada. Essas medidas são fruto de uma negociação entre a Meta, que controla as duas plataformas, estados americanos e a justiça dos Estados Unidos. O acordo foi aprovado nesta quarta-feira (26) pela juíza Yvonne Gonzalez Rogers, que acompanha o processo.

Segundos os especialistas, essa é uma das maiores negociações já fechadas por uma empresa de tecnologia no país e encerra um processo bilionário movido por 29 estados. A acusação contra as plataformas era de incentivo ao uso excessivo das redes sociais por adolescentes e de danos a jovens usuários. Pela decisão da justiça, a Meta vai pagar US$ 16,68 bilhões, quase R$ 87 bilhões, para pôr fim a ação.
O litígio teve início em 2023, mas só começou a ser julgado no dia 18 de agosto. Apesar de ter aceitado pagar as multas, a Meta não reconheceu ter cometido irregularidades.
Mudanças
Além das penalidades, a empresa se comprometeu a mudar como adolescentes usam suas plataformas. As contas de menores de 18 anos passam a ter limite diário de duas horas, que só pode ser liberado pelos pais, e bloqueio de acesso entre meia-noite e 6h da manhã. A Meta também terá que remover perfis de crianças com menos de 13 anos e responder rapidamente a denúncias de conteúdo prejudicial feitas por adolescentes.
Califórnia, Illinois, Novo México e o Distrito de Columbia moviam ações separadas que também foram encerradas. Elas estavam ligadas ao escândalo da Cambridge Analytica, sobre uso indevido de dados de usuários do Facebook para campanhas políticas nos Estados Unidos. Os três estados mais o Distrito de Columbia vão receber quase US$ 460 milhões.
Mesmo com o acordo, a Meta segue enfrentando outros processos nos Estados Unidos por acusações semelhantes.
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