Operação Gemini: Paula Calil atribui investigação contra Faissal ao cenário de pré campanha e diz confiar na inocência do irmão “Vai se resolver”


Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

JB News

Por Nayara Cristina

A repercussão da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta semana em Mato Grosso, chegou à tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (9). Durante a sessão matinal, a presidente da Casa, Paula Calil, comentou pela primeira vez a investigação que teve como um dos alvos o deputado estadual Faissal Calil, seu irmão.

A operação também alcançou o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o advogado Robson Gomes de Matos. As investigações da Polícia Federal apuram suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e suposta comercialização de decisões judiciais.

Ao se manifestar sobre o caso, Paula Calil afirmou que fala como irmã e não como presidente do Legislativo municipal. Em seu pronunciamento, ela declarou ter plena confiança na inocência de Faissal e disse acreditar que todos os fatos serão esclarecidos ao longo das investigações.

“Tudo será esclarecido. Eu tenho certeza e confio nas instituições que tudo será esclarecido. Nós estamos em um período de pré-campanha, onde os executados estão buscando sua reeleição e situações como essa, perseguições políticas como essas, podem sim acontecer. Todo político está suscetível, mas eu confio com muita tranquilidade que tudo será esclarecido e na inocência do deputado Faissal”, declarou.

A presidente da Câmara destacou ainda que acompanha a trajetória política do irmão desde o início de sua carreira pública e reforçou sua convicção de que ele não possui envolvimento com qualquer irregularidade investigada pela Polícia Federal.

“Estou falando hoje não como presidente, mas como irmã, que acompanha a trajetória política do Faissal desde 2012. A gente recebe essa operação com muita tranquilidade, porque tenho certeza e convicção da inocência do deputado e que tudo isso será esclarecido”, acrescentou.

A Operação Gemini foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira (8) e teve como foco a investigação de um suposto esquema de venda de sentenças e ocultação de patrimônio. Conforme as apurações, os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas, triangulações imobiliárias e possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro envolvendo os alvos.

Durante o cumprimento dos mandados, agentes federais realizaram buscas em endereços ligados aos investigados e apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos, armas, relógios de luxo e outros materiais que passarão por análise pericial.

Após a operação, Faissal Calil também falou com a imprensa e negou qualquer participação em irregularidades. O parlamentar afirmou ter interesse em colaborar com as investigações, disse não possuir transações financeiras ilícitas com os demais investigados e garantiu que todos os esclarecimentos serão prestados às autoridades competentes.

Enquanto as investigações avançam, a manifestação de Paula Calil adiciona um componente político ao caso, principalmente por ocorrer em um ano eleitoral, cenário apontado pela própria presidente da Câmara como um período em que agentes públicos ficam mais expostos a disputas e embates políticos. Apesar da defesa pública do irmão, ela ressaltou confiar no trabalho das instituições e na condução do processo pela Justiça.

VEJA :



Source link

Sobre o Autor

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *