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Polícia Federal deflagra operação contra esquema de pirâmide financeira com criptomoedas

Polícia Federal deflagra operação contra esquema de pirâmide financeira envolvendo criptomoedas com mandados em cinco estados.

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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação São Silvestre com o objetivo de desarticular grupos criminosos suspeitos de promover esquemas fraudulentos de investimentos.
  • A ação investiga plataformas digitais que utilizavam criptomoedas e operações automatizadas para atrair vítimas por meio de promessas de ganhos financeiros irreais.As…
  • A ofensiva busca colher novas provas e interromper as atividades ilícitas conduzidas pelas organizações investigadas no setor de ativos digitais.Ações da polícia…
Polícia Federal deflagra operação contra esquema de pirâmide financeira com criptomoedas
divulgação / PF

A Polícia Federal deflagrou a Operação São Silvestre com o objetivo de desarticular grupos criminosos suspeitos de promover esquemas fraudulentos de investimentos. A ação investiga plataformas digitais que utilizavam criptomoedas e operações automatizadas para atrair vítimas por meio de promessas de ganhos financeiros irreais.

As autoridades policiais concentraram esforços para cumprir mandados judiciais em diferentes regiões do país. A ofensiva busca colher novas provas e interromper as atividades ilícitas conduzidas pelas organizações investigadas no setor de ativos digitais.

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Ações da polícia e abrangência dos mandados

Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em estados estratégicos como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. Todas as ordens judiciais emitidas para a execução das diligências foram expedidas diretamente pela Justiça de Santa Catarina.

Além da apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos, a Justiça determinou o bloqueio judicial de bens e valores pertencentes a 15 pessoas e 13 empresas. O montante total bloqueado atinge o limite de R$ 100 milhões, medida adotada para garantir eventual reparação financeira às vítimas.

Crimes investigados e modus operandi

Os suspeitos envolvidos no esquema foram formalmente indiciados por uma série de infrações graves. Entre os crimes apontados pelas investigações estão associação criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, além de violações contra o Sistema Financeiro Nacional e contra o mercado de capitais.

De acordo com o levantamento conduzido pelos investigadores, o esquema operava por meio da captação de investidores tanto no território nacional quanto no exterior. O período de maior atividade do grupo ocorreu entre os anos de 2018 e 2020, acumulando um total estimado de mais de 10 mil vítimas lesadas pelas fraudes.

Promessas de rentabilidade incompatíveis com o mercado

As plataformas investigadas utilizavam estratégias de marketing agressivas para atrair novos participantes. Os organizadores prometiam retornos financeiros considerados totalmente incompatíveis com a realidade do mercado financeiro tradicional.

As ofertas de rentabilidade divulgadas aos investidores variavam de maneira expressiva, alcançando taxas de 2% a 3% ao dia ou chegando a patamares entre 10% e 70% ao mês. Para mais detalhes sobre investigações financeiras, consulte a Polícia Federal.

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