‘Paradoxo cruel’: jornal cita despedida de Neymar antes de Messi e CR7
A publicação diz que essa “transição anunciada” não se concretizou porque a carreira do camisa 10 perdeu continuidade. Lesões, escolhas de carreira, frustrações com a seleção brasileira e irregularidade, na avaliação do Marca, tiraram Neymar do caminho reservado aos jogadores “escolhidos”.
O jornal também aponta uma contradição: Messi e Cristiano “se negaram a ir embora” e prolongaram a própria era. Com 39 e 41 anos, respectivamente, os dois teriam adaptado o jogo ao tempo e seguido competindo, o que, para o Marca, fez o “futuro” representado por Neymar parecer curto.
Neymar era o futuro, mas o futuro não chegou para ele. Em parte porque Messi e Cristiano se recusaram a partir… a apagar uma realidade na qual parecia que ele deveria emergir quando eles partissem, mas acabaram por superá-lo. E agora, o brasileiro se despede em lágrimas de sua última Copa do Mundo, enquanto Messi, que mais uma vez almeja o Mundial, e Cristiano, também eliminado em lágrimas , nunca deixaram de prolongar uma era que parecia ter terminado há muito tempo.
Jornal Marca, da espanha
Para o Marca, a seleção brasileira também fica presa ao paradoxo e a uma expectativa que durou mais de uma década. O jornal destaca que a trajetória de Neymar com a equipe termina marcada por dor e pela sensação de “obra incompleta”, sem classificá-lo como fracasso.
Sua despedida deixa um gosto amargo. Seu corpo parou de lhe dar tudo o que sua mente idealizou há muito tempo. Por isso, a pergunta é inevitável: como um jogador destinado a suceder Messi e Cristiano acabou se despedindo antes deles?
Jornal Marca, da espanha
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