Podemos mantém suspense e adia decisão sobre disputa ao Governo; Max Russi diz que definição sai após convenção “Ou os convencionais ou a executiva vai decidir“
JB News
Por Nayara Cristina
A convenção estadual do Podemos, realizada nesta terça-feira (4), em Cuiabá, começou cercada por um cenário de indefinição que transformou a legenda em uma das principais peças do tabuleiro político de Mato Grosso. Após uma semana de intensas negociações e mudanças de rumo, o partido ainda não decidiu se lançará candidatura própria ao Governo do Estado ou se integrará uma das chapas que disputam o Palácio Paiaguás.
Até o início desta semana, o ambiente interno era favorável ao lançamento de um candidato próprio. A tese ganhou força depois que o Podemos perdeu espaço nas negociações com o grupo do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com quem a sigla mantinha forte alinhamento político. A definição de outros nomes para compor a chapa majoritária fez o partido reavaliar sua estratégia e abriu caminho para discutir um projeto próprio ou até mesmo negociar espaço em outra composição.
Ao mesmo tempo, cresceram as conversas com o grupo do senador Wellington Fagundes (PL), onde surgiu a possibilidade de o Podemos indicar o candidato a vice-governador. Apesar das articulações, nenhuma proposta foi oficializada e todas as alternativas continuam sobre a mesa.
Durante a abertura da convenção, o presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, tratou de afastar qualquer impressão de que a decisão já estivesse tomada. Segundo ele, o momento é de ouvir os convencionais e construir uma definição coletiva.
“Nós conversamos hoje com todos os convencionais, conversamos com os candidatos e entendemos que vamos procurar o encaminhamento de uma coligação, de um processo que valorize o nosso partido e os projetos que entendemos serem importantes para Mato Grosso”, afirmou.
Max ressaltou que o partido inicia oficialmente o debate político durante a convenção e que a decisão somente será conhecida ao final dos trabalhos. Caso não haja consenso entre os convencionais, caberá à Executiva Estadual dar a palavra final sobre qual caminho o Podemos seguirá na eleição estadual.
Questionado sobre uma eventual candidatura própria, Russi negou que exista qualquer definição nesse sentido. Também evitou confirmar uma composição com Pivetta ou Wellington Fagundes e afirmou que todas as possibilidades permanecem abertas.
“O partido está começando agora. É com essa convenção que vamos tomar a definição. Ou os convencionais decidem, ou a Executiva fará essa definição”, declarou.
Sobre a possibilidade de ocupar a vaga de vice-governador em alguma chapa, o presidente do Podemos reconheceu que o espaço é importante, mas afirmou que qualquer decisão dependerá das discussões internas e da aprovação dos convencionais.
Mesmo diante das insistentes perguntas da imprensa sobre as negociações com o PL, Max preferiu adotar cautela. Segundo ele, a convenção é o ambiente adequado para o diálogo e para a construção da decisão política.
“Onde quiserem o Podemos, o Podemos vai estar. Onde não quiserem, o Podemos não vai. Agora é hora da conversa e do diálogo.”
Enquanto mantém indefinida sua posição na disputa pelo Governo do Estado, o Podemos concentra esforços para homologar suas candidaturas proporcionais. Max Russi afirmou que a legenda pretende eleger uma das maiores bancadas da Assembleia Legislativa, projetando ao menos seis deputados estaduais, além de ampliar sua representação na Câmara dos Deputados.
Com isso, o partido segue como um dos principais fiadores das articulações eleitorais em Mato Grosso. A expectativa é que, até o encerramento da convenção nesta terça-feira, os convencionais ou, em último caso, a Executiva Estadual, definam se o Podemos lançará candidatura própria, integrará a chapa de Otaviano Pivetta, comporá com Wellington Fagundes ou adotará outro caminho para as eleições de 2026.
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