Mensagens vazadas de um grupo de mensagens, administrado pelo PL Jovem de Mato Grosso, expõem participantes insinuando agressões físicas contra estudantes e professores, além de sugerir o porte de arma de fogo e canivete durante atos políticos no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Procurada, a diretoria do movimento partidário informou que os autores das mensagens foram advertidos e tiveram os conteúdos apagados do grupo.
As mensagens que geraram a polêmica envolvem a articulação de uma manifestação em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O ato está marcado para esta quinta-feira (22), a partir das 18h, com concentração no estacionamento do Restaurante Universitário (RU).
Confronto verbal e menção a armamentos nas redes
Nos prints divulgados, um dos integrantes orienta os demais a levarem canivetes para a mobilização. Em seguida, o mesmo perfil escreve que não sabe se o grupo vai para bater nos alunos ou nos professores. Outro trecho mostra um segundo participante afirmando que possui uma arma de fogo guardada no carro, enquanto uma terceira pessoa sugere que ele a mantenha na cintura durante o protesto.
Esta é a segunda mobilização organizada pelo PL Jovem dentro da instituição. A primeira caminhada ocorreu na última sexta-feira (16) e atraiu um grupo reduzido de apoiadores, concentrando-se em frente ao bloco de Economia com o objetivo de marchar até o RU para demonstrar força política.
Reação estudantil e acionamento das autoridades
Em reação às mensagens, o Coletivo Para Todos de Mato Grosso, movimento estudantil de esquerda ligado à defesa da educação pública, divulgou nota de repúdio e informou ter acionado o Ministério Público Federal (MPF). O grupo protocolou notícia de fato para exigir a apuração do caso e a responsabilização cível e criminal dos envolvidos.
A tentativa de substituir o diálogo e a disputa política pela coerção armada, pela intimidação e pelo terror foi apontada pelos estudantes como um ataque frontal à democracia e à segurança de estudantes, servidores docentes, técnicos e trabalhadores terceirizados, conforme trecho da manifestação oficial divulgada à imprensa local.
Posicionamento oficial da diretoria partidária
A vice-presidente do PL Jovem de Mato Grosso, Julianne Carvalho, confirmou que as mensagens foram enviadas no grupo do movimento, mas disse que os envolvidos foram advertidos e tiveram os comentários apagados. Segundo ela, os autores das postagens também pediram desculpas pelas declarações feitas na plataforma digital.
Ela afirmou ainda que o participante que mencionou ter uma arma no veículo estava apenas brincando e não possui armamento real, classificando os responsáveis pelas falas como pessoas imaturas. A dirigente reforçou que o objetivo principal é realizar uma manifestação pacífica para defender convicções e exercer a liberdade de expressão no ambiente universitário.
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