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Produtores rurais filtram mercado de biológicos em busca de eficácia no campo

Produtores rurais exigem maior qualidade de defensivos biológicos, forçando uma seleção natural de empresas no mercado de insumos agrícolas.

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  • A ascensão dos defensivos biológicos no agronegócio brasileiro atravessa um momento de amadurecimento técnico.
  • Com o setor movimentando cerca de R$ 5,3 bilhões e alcançando 107 milhões de hectares no ciclo 2025-26, segundo dados da consultoria…
  • Esse movimento de seleção natural das empresas fornecedoras reflete a busca por resultados consistentes em um sistema agrícola que exige alta produtividade.
Produtores rurais filtram mercado de biológicos em busca de eficácia no campo
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

A ascensão dos defensivos biológicos no agronegócio brasileiro atravessa um momento de amadurecimento técnico. Com o setor movimentando cerca de R$ 5,3 bilhões e alcançando 107 milhões de hectares no ciclo 2025-26, segundo dados da consultoria Kynetec, o produtor rural tem adotado uma postura mais criteriosa na escolha de seus insumos. Esse movimento de seleção natural das empresas fornecedoras reflete a busca por resultados consistentes em um sistema agrícola que exige alta produtividade.

A necessidade de rigor técnico na escolha de insumos

Para Germison Tomquelski, mestre e doutor em agronomia da consultoria Desafios Agro, em Chapadão do Sul (MS), a adoção de biológicos é um caminho sem volta para a sustentabilidade e a eficiência do sistema produtivo nacional. O especialista ressalta que a agricultura dinâmica do Brasil, marcada pela ausência de quebra no ciclo de pragas, torna o uso exclusivo de químicos uma estratégia de custo elevado e alta dependência de pulverizações.

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Entretanto, o pesquisador alerta que a eficácia desses produtos não é uniforme. “Biológicos são oito ou oitenta. Ou controlam pragas, ou não controlam. A questão é a qualidade, que faz uma diferença enorme”, afirma Tomquelski. Segundo ele, a variação de performance entre diferentes marcas é drástica, com produtos que entregam 80% de controle frente a outros que não superam os 10%, independentemente de aumentos na dosagem aplicada.

O impacto da qualidade no controle de pragas

Estudos conduzidos pela Desafios Agro exemplificam essa disparidade, especialmente no uso de baculovírus para o manejo de lagartas em culturas como a soja. As avaliações mostraram que a formulação e a concentração do agente biológico são determinantes para o sucesso da aplicação. Enquanto produtos de alta qualidade atingiram níveis elevados de eficiência, formulações inferiores apresentaram resultados frustrantes, o que acaba gerando desconfiança por parte do agricultor.

Essa experiência negativa é, segundo o especialista, o principal fator de resistência entre uma parcela dos produtores. “Muitos aplicaram bioinsumos que não entregaram resultados satisfatórios. Passaram então a ter dúvidas quanto à eficácia dos produtos e a colocar em xeque sua efetividade”, explica. A falha na entrega do resultado final acaba prejudicando a imagem do setor como um todo, dificultando a adesão de novos usuários.

Seleção natural e o futuro do mercado

Apesar dos desafios, o mercado está passando por um processo de depuração. A exigência por parâmetros técnicos rigorosos — como potência, formulação e relação custo-benefício comprovada — tem forçado a saída ou a readequação de empresas que oferecem produtos sem atividade biológica consistente. O produtor, cada vez mais conectado a dados e consultorias especializadas, tem sido o agente central dessa mudança.

O movimento de diferenciação entre fornecedores de confiança e aqueles que não atendem às expectativas é visto como um passo fundamental para a consolidação dos biológicos. Para acompanhar as transformações do agronegócio e as inovações que moldam a produtividade no campo, continue acompanhando o Play Notícias News. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura aprofundada, com credibilidade e foco nos temas que realmente impactam o desenvolvimento do país.

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