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Governo de São Paulo paga até R$ 36 mil para conservação de araucária

Governo de São Paulo lança nova edição de programa que remunera produtores rurais em até R$ 36 mil para conservar a araucária.

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  • O governo de São Paulo deu início à segunda edição do programa voltado à preservação e ao manejo sustentável de uma das…
  • Coordenada pela Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, a iniciativa destina recursos financeiros expressivos para incentivar propriedades…
  • O programa se insere em um esforço mais amplo de valorização do agronegócio sustentável, unindo a preservação da biodiversidade ao fortalecimento da…
Governo de São Paulo paga até R$ 36 mil para conservação de araucária
divulgação/ Fundação Florestal

O governo de São Paulo deu início à segunda edição do programa voltado à preservação e ao manejo sustentável de uma das espécies mais emblemáticas da flora nacional. Coordenada pela Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, a iniciativa destina recursos financeiros expressivos para incentivar propriedades agrícolas a adotarem práticas de conservação ambiental em solo paulista.

Com um montante superior a R$ 835 mil alocado para esta etapa, o projeto busca mitigar os riscos de extinção que pesam sobre o pinheiro-brasileiro, oferecendo suporte financeiro direto a quem mantém o ecossistema ativo. O programa se insere em um esforço mais amplo de valorização do agronegócio sustentável, unindo a preservação da biodiversidade ao fortalecimento da renda no campo.

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Valores e regras de participação

O programa estabelece um teto de até R$ 36 mil por participante ao longo do contrato estabelecido com o poder público. Desse montante total, até R$ 30 mil são voltados exclusivamente para obrigações de conservação e restauração da vegetação nativa, enquanto os R$ 6 mil restantes contemplam atividades complementares desenvolvidas na propriedade.

Podem submeter propostas os agricultores familiares e pequenos produtores localizados em municípios específicos que abrigam populações da espécie e unidades de conservação. A seleção prioriza imóveis em cidades como Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São Luiz do Paraitinga, Bom Sucesso de Itararé e Itararé.

Entre os requisitos de priorização estão a inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o porte da propriedade, a liderança exercida por jovens e mulheres nas atividades e o histórico de comunicação na coleta de pinhão. Os interessados devem formalizar a inscrição até 30 de novembro de 2026 por meio de canais digitais ou atendimento presencial na capital.

Ações exigidas e modalidade complementar

Os recursos repassados pelo governo estadual exigem contrapartidas práticas dos beneficiários na rotina de manejo da terra. Entre as obrigações fundamentais estão a preservação de exemplares adultos já existentes, o plantio de novas mudas e a restauração de Áreas de Preservação Permanente.

Além disso, os produtores precisam registrar oficialmente os plantios realizados, reportar os dados referentes à coleta de pinhão e marcar presença em capacitações anuais. Já na vertente complementar, o valor extra pode ser obtido mediante a instalação de saneamento rural, adoção de boas práticas agropecuárias e ações de educação ambiental.

A experiência anterior serviu como base para a expansão atual. Na fase-piloto realizada em Cunha, na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar, 50 famílias participaram ativamente, viabilizando o plantio e a conservação de milhares de árvores e impulsionando a economia local do pinhão, fortemente concentrada na região.

Contexto histórico da espécie em extinção

A situação da araucária exige atenção constante de órgãos ambientais e pesquisadores devido à drástica redução histórica de suas populações originais. A exploração madeireira intensa e o avanço da fronteira agrícola ao longo das décadas dizimaram grande parte da Floresta Ombrófila Mista na Mata Atlântica.

Atualmente, o pinheiro figura em listas oficiais de espécies ameaçadas em âmbitos nacional e internacional, o que torna o pagamento por serviços ambientais uma ferramenta estratégica indispensável. A proposta busca demonstrar que a preservação da natureza e a produção rural podem caminhar lado a lado, garantindo futuro econômico e ecológico para as próximas gerações.

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