“Querem destruir minha família”: Virginia chama Operação Heritage de “grande armação” e denuncia “comitê da maldade”
JB News
Por Naya Cristina
A ex-primeira-dama de Mato Grosso e candidata a deputada federal Virginia Mendes (União Brasil) reagiu duramente à Operação Heritage e afirmou que a investigação que atingiu sua família seria resultado de uma “grande armação”. Alvo de mandado de busca e apreensão, Virginia disse que existe um “comitê da maldade” atuando para “armar, inventar e distorcer” informações com o objetivo de prejudicar politicamente ela e o marido, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
A manifestação foi feita pelas redes sociais na manhã deste sábado (8), dois dias depois da deflagração da operação pela Polícia Federal. Virginia afirmou estar indignada com os acontecimentos e sustentou que não tem nada a esconder, apostando que o avanço das investigações permitirá esclarecer os fatos.
“Querem destruir minha família, mas em nome de Jesus não vão conseguir”, escreveu a ex-primeira-dama.
Em tom contundente, Virginia atribuiu o episódio à atuação de pessoas que, segundo ela, estariam movidas por interesses políticos e empenhadas em atacar sua família. Ela não revelou nomes ao mencionar o chamado “comitê da maldade”, mas criticou o que classificou como falta de “caráter e hombridade”.
A expressão usada por Virginia também remete a uma narrativa política que já apareceu em outros momentos da trajetória de Mauro Mendes. Em junho deste ano, antes mesmo da Operação Heritage, o ex-governador já havia afirmado que existiria um “comitê da maldade” organizado para produzir acusações e desgastá-lo politicamente.
Ao comentar a nova investigação, Virginia recuperou um episódio ocorrido quando Mauro Mendes comandava a Prefeitura de Cuiabá. Segundo ela, naquele período, o casal também sofreu os efeitos de uma investigação e levou anos até conseguir demonstrar que não havia cometido irregularidades.
Para a candidata, a história estaria se repetindo.
Virginia afirmou que foram necessários cerca de três anos naquela ocasião para que a situação fosse esclarecida e garantiu que a família voltará a apresentar sua defesa diante das suspeitas levantadas agora.
“Vamos provar mais uma vez”, declarou.
Na publicação, a ex-primeira-dama também adotou forte discurso religioso. Ela compartilhou uma oração de São Bento e afirmou que pretende enfrentar o episódio com fé, sustentando que a verdade deverá prevalecer ao final das investigações.
Apesar das acusações feitas por Virginia contra supostos responsáveis por uma articulação política, ela não apresentou, na manifestação divulgada, elementos que comprovem que a Operação Heritage tenha sido provocada ou direcionada por adversários. As medidas foram determinadas judicialmente dentro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, e as suspeitas ainda estão em fase de apuração.
OPERAÇÃO HERITAGE
A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (6) para aprofundar investigações relacionadas a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi durante a gestão de Mauro Mendes.
A investigação apura suspeitas de que estruturas empresariais e financeiras, incluindo fundos de investimento, teriam sido utilizadas para movimentar ou ocultar recursos relacionados à operação envolvendo créditos da companhia de telefonia perante o Estado.
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, os investigadores apuram uma movimentação relacionada a mais de R$ 308 milhões.
As medidas judiciais atingiram dezenas de pessoas físicas e jurídicas em Mato Grosso e em outros estados. Entre os nomes relacionados à investigação estão Mauro Mendes e Virginia Mendes, além de agentes públicos, empresários, advogados e integrantes de instituições estaduais.
Também aparecem entre os investigados citados no procedimento o deputado federal e candidato a vice-governador Fábio Garcia, a subprocuradora-geral do Estado Fabíola Paulino Garcia, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda e o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Ricardo Gomes de Almeida.
A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal e apura, em tese, possíveis crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, delitos contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.
O cumprimento de mandados de busca e apreensão, porém, não representa condenação nem comprova, por si só, participação dos investigados em crimes. A operação busca reunir provas para confirmar ou afastar as hipóteses investigadas.
Virginia, assim como Mauro Mendes e outros atingidos pela Heritage, nega irregularidades. Agora, ao partir para o enfrentamento político da operação, a ex-primeira-dama elevou o tom e colocou a investigação no centro da disputa eleitoral, classificando o episódio como uma tentativa de atingir sua família.
Para ela, a ofensiva seria novamente obra do chamado “comitê da maldade”.
“Tudo não passou de uma grande armação”, resumiu.
Se quiser, posso também fazer um título ainda mais pesado e curto, no padrão JB News, destacando “Querem destruir minha família” e “comitê da maldade”.
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