Serenidade: Pivetta rebate adversários, diz que obras federais custam o dobro em MT e alerta: “São tantas promessas que Estado pode ir para o brejo de novo”


Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

JB News

Por José Teixeira

Governador nega ataques durante encontro com o agro, contesta críticas sobre obras e meio ambiente e afirma que Mato Grosso não pode ser administrado com promessas irresponsáveis

O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu as críticas feitas por seus adversários durante o debate promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), nesta quinta-feira (20). Ao avaliar o confronto, ele negou ter atacado os concorrentes e afirmou que apenas respondeu a informações que classificou como falsas.

“Da minha parte não teve ataque nenhum. Falei algumas verdades”, declarou.

Um dos embates ocorreu durante a discussão sobre a criação de novas Áreas de Proteção Ambiental (APAs). Pivetta disse que precisou intervir após um adversário apresentar uma versão que, segundo ele, não correspondia à realidade. O governador afirmou que a última APA estadual foi criada em 1999 e destacou que a atual gestão aprovou uma legislação para impedir a instituição de novas reservas antes da regularização das unidades já existentes.

“A última APA foi criada em 1999. Nós, no atual governo, aprovamos uma lei que impede o Estado de criar qualquer nova reserva ou APA sem antes regularizar as que já foram criadas. Foi isso que fizemos. Ele quis aplicar uma inverdade e não conseguiu”, rebateu.

Ao falar sobre a agricultura familiar, Pivetta declarou que, desde 2019, o Governo estadual ampliou os investimentos destinados aos pequenos produtores. Segundo ele, os recursos foram aplicados por meio de parcerias com prefeituras e associações, com a entrega de máquinas, equipamentos, insumos, assistência técnica e crédito para a estruturação das cadeias produtivas.

O governador anunciou ainda a previsão de um investimento de R$ 500 milhões, em parceria com o Banco Mundial, para fortalecer a agricultura familiar em todas as regiões de Mato Grosso. A proposta, segundo ele, é ajudar os produtores a gerar renda e aproximá-los de supermercados, atacadistas e outros compradores.

“Vamos distribuir esse recurso para as cadeias produtivas no Estado inteiro, do sul ao norte e do leste ao oeste, prestigiando os pequenos produtores e estimulando a geração de renda. Também vamos apoiar a criação de mercado, integrando o produtor aos supermercados e atacadistas”, explicou.

Pivetta afirmou que coordenou pessoalmente as ações da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar enquanto ocupava a Vice-Governadoria. Entre as atividades apoiadas, ele mencionou a produção de cacau e café no norte do Estado, além da piscicultura e da avicultura em regiões que possuem frigoríficos.

“Tudo que foi solicitado pelos municípios e pelas associações de produtores nós concedemos. Fizemos assistência técnica e contratamos profissionais de acordo com as solicitações dos gestores e das secretarias municipais de Agricultura”, sustentou.

Ao tratar do agronegócio de grande escala, Pivetta destacou a aprovação de uma lei estadual que retira incentivos fiscais de empresas que imponham restrições comerciais aos produtores mato-grossenses além das exigências previstas na legislação brasileira. A medida foi apresentada pelo Governo como uma reação à chamada Moratória da Soja.

“Nós não ficamos de braços cruzados. A empresa que não respeitar o Código Florestal e a soberania do nosso Estado e do nosso país não é bem-vinda em Mato Grosso. Esse é o nosso recado”, disparou.

O governador também minimizou o confronto que teve com Wellington Fagundes (PL) durante o debate. Pivetta afirmou que não houve troca de ataques, mas apenas uma discussão sobre os investimentos em infraestrutura realizados pelos governos estadual e federal.

Segundo ele, o Governo Federal concluiu nove quilômetros de uma obra na BR-158, ao custo aproximado de R$ 3,4 milhões por quilômetro, enquanto a administração estadual teria executado mais de mil quilômetros por cerca de R$ 1,7 milhão por quilômetro.

“Aí vem a candidata falar que as nossas obras é que são caras. Não bate. Estamos em uma época de calúnia, injúria e difamação. Infelizmente, em algum momento precisamos nos pronunciar para não deixar a mentira prosperar”, afirmou.

Pivetta aproveitou a comparação para defender os resultados da atual gestão nas áreas de infraestrutura, Educação e Saúde. Ele mencionou a construção e a entrada em funcionamento de hospitais, além dos investimentos feitos para melhorar os indicadores educacionais.

“É muita obra e muita melhoria. Estamos evoluindo para ter a melhor Educação do Brasil. Na Saúde, os hospitais que estão sendo colocados em funcionamento eram coisas que nem se imaginava fazer. Quando pedimos o voto do povo, em 2018, não prometemos tudo isso e estamos fazendo”, disse.

O governador argumentou que administrar Mato Grosso exige responsabilidade técnica e controle das contas públicas. Ao criticar as propostas apresentadas pelos adversários, Pivetta alertou para o risco de o Estado retornar à situação de desequilíbrio financeiro enfrentada no passado.

“Governar não é brincadeira e não é uma coisa simples. É preciso estar sintonizado com os anseios da população e também cuidar do Tesouro. Se brincar de fazer os milagres que estão prometendo, o Estado vai para o brejo de novo, com certeza”, advertiu.

Fora das discussões diretamente ligadas ao agronegócio, Pivetta também comentou a divergência com o ex-governador Mauro Mendes, candidato ao Senado, sobre a substituição de Fábio Garcia por Gisela Simona na composição da chapa. Mauro classificou a mudança como um equívoco, mas Pivetta afirmou que a relação política entre os dois permanece preservada.

“Mauro é um companheiro meu. Estamos caminhando juntos há 16 anos e vamos continuar juntos. Ele tem a minha confiança, acredito que a recíproca seja verdadeira e isso é o que vale. Vamos seguir em frente e ganhar as eleições”, declarou.

Questionado sobre a operação da Polícia Federal envolvendo integrantes e ex-integrantes do Governo, Pivetta disse confiar na Justiça e na inocência dos investigados. Para ele, a repercussão política do caso interfere no processo eleitoral.

“Eu confio na Justiça e na inocência dos que foram acusados. Acho que a exploração desse caso, da maneira como foi feita, prejudica o pleito eleitoral e o raciocínio de muita gente. Vamos aguardar, porque cada um vai se defender”, afirmou.

Ao final, Pivetta foi questionado sobre a declaração do senador Jayme Campos, que disse que, se “abrisse o bico”, Mato Grosso poderia enfrentar novas prisões e um cenário de grave crise. O governador evitou entrar em confronto e encerrou a entrevista sem responder.

“Eu posso me abster de responder? Posso. Obrigado”, concluiu.

VEJA :



Source link

Sobre o Autor

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *