ECONOMIA E AGRO

Bioinsumos e fertilizantes nacionais avançam para reduzir dependência externa no campo

Tecnologia brasileira em bioinsumos e fertilizantes líquidos ganha força no campo para reduzir dependência de importações e aumentar a eficiência.

Ver resumo
  • O desafio da soberania na nutrição de plantas O Dia Mundial dos Fertilizantes, celebrado nesta terça-feira (13), traz à tona um debate…
  • Atualmente, cerca de 85% dos adubos utilizados nas lavouras brasileiras são importados, o que expõe o setor a oscilações de preços e…
  • Em um cenário de incertezas, a busca por alternativas desenvolvidas internamente tornou-se uma prioridade para garantir a produtividade das safras.
Bioinsumos e fertilizantes nacionais avançam para reduzir dependência externa no campo
Posts de agro.mt

O desafio da soberania na nutrição de plantas

O Dia Mundial dos Fertilizantes, celebrado nesta terça-feira (13), traz à tona um debate estratégico para o agronegócio nacional: a alta dependência externa. Atualmente, cerca de 85% dos adubos utilizados nas lavouras brasileiras são importados, o que expõe o setor a oscilações de preços e riscos de desabastecimento global. Em um cenário de incertezas, a busca por alternativas desenvolvidas internamente tornou-se uma prioridade para garantir a produtividade das safras.

Enquanto o mercado lida com uma queda de 8,8% nas entregas de fertilizantes entre janeiro e julho deste ano, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), a pressão sobre o produtor aumenta. A expectativa para a safra de soja 2026/27, projetada pela Conab em 181,64 milhões de toneladas, exige um manejo nutricional cada vez mais preciso e eficiente.

Continua depois da publicidade

A ascensão dos bioinsumos e fertilizantes líquidos

A resposta para esse gargalo tem vindo da inovação local. O Brasil tem consolidado uma indústria robusta de nutrição de plantas, com foco em fertilizantes líquidos e, especialmente, em bioinsumos. Esses produtos, formulados com tecnologia adaptada aos solos tropicais, permitem que o agricultor otimize o uso de recursos, reduzindo perdas e aumentando a absorção de nutrientes pelas culturas.

Os inoculantes, que utilizam bactérias para fixar o nitrogênio do ar diretamente para a planta, são protagonistas nessa transição. De acordo com a CropLife Brasil, a área tratada com bioinsumos atingiu 46,2 milhões de hectares no primeiro semestre de 2026. Dentro desse universo, os inoculantes ocuparam 9,4 milhões de hectares, registrando um crescimento expressivo de 38,6% em comparação ao mesmo período de 2025.

Eficiência como estratégia de sobrevivência

Para especialistas, a solução para a dependência externa não reside apenas em ampliar a produção nacional de fertilizantes, mas em elevar a eficiência do manejo. O CEO do Grupo GIROAgro, Leonardo Sodré, defende que a inovação deve estar alinhada à realidade de quem trabalha no campo. “O Brasil tem uma indústria de nutrição de plantas que nunca parou de produzir e de inovar. São empresas que desenvolvem tecnologia para o solo tropical”, afirma.

A estratégia atual foca em extrair o máximo de cada quilo de nutriente aplicado. Isso envolve práticas como a análise rigorosa do solo, o parcelamento das doses e o uso de formulações líquidas que permitem ajustes precisos ao longo do ciclo da cultura. Embora os inoculantes não substituam completamente a adubação tradicional de fósforo e potássio, eles reduzem drasticamente a necessidade de nitrogênio mineral, tornando o sistema produtivo mais sustentável e menos vulnerável a choques externos.

O Play Notícias News segue acompanhando os desdobramentos da tecnologia no campo e os impactos da inovação na produtividade agrícola brasileira. Continue conectado ao nosso portal para receber informações relevantes, análises aprofundadas e o que há de mais atual no cenário nacional.

Mais sobre este assunto