A Valtra oficializou a chegada da sexta geração da sua consagrada Série T, elevando o patamar de potência e digitalização no campo. Com modelos que variam de 170 cv a 245 cv, a nova linha foi desenhada para atender às demandas crescentes de produtores rurais profissionais e prestadores de serviços que buscam eficiência operacional em um cenário de agricultura cada vez mais conectada.
Eficiência e força com o motor CORE75
O grande destaque desta atualização é a introdução do motor AGCO Power CORE75. Com seis cilindros e 7,5 litros de cilindrada, o propulsor entrega números expressivos, atingindo até 245 cv no modelo T236 e um torque máximo de 1.184 newton-metros. A engenharia por trás desse motor foca no equilíbrio entre força bruta e economia.
O sistema Smart Power Management atua como o cérebro do conjunto, ajustando o comportamento do motor e da transmissão conforme a necessidade da operação. Testes preliminares da AGCO Power indicam uma redução de até 5% no consumo específico de combustível em comparação com a geração anterior, o 74HD. O operador ainda conta com modos de condução (Eco, Normal e Power) para otimizar o desempenho conforme a carga e o terreno.
Transmissão e versatilidade operacional
Para garantir que a potência chegue ao solo com precisão, a Valtra oferece duas opções de transmissão: a continuamente variável AGCO ML 180 e uma nova caixa powershift de dez etapas. Essa flexibilidade permite que os tratores alcancem velocidades de transporte de até 57 km/h, dependendo das regulamentações locais.
A estrutura da máquina foi pensada para manobras ágeis e estabilidade, contando com distância entre eixos de 2.950 milímetros e um raio de giro de 4,9 metros. Com um sistema hidráulico capaz de fornecer vazão de 200 litros por minuto e peso bruto máximo de 14 mil quilogramas, a Série T se posiciona como uma ferramenta robusta para as mais variadas frentes de trabalho.
Conectividade e inteligência digital
A cabine da nova Série T recebeu uma atualização significativa com o SmartTouch Gen2. A interface, que utiliza uma tela de 12 polegadas, promete um processamento dez vezes mais rápido que a versão anterior, com inicialização em apenas 22 segundos. O sistema permite uma personalização profunda, com até 16 quadrantes configuráveis e 12 botões dedicados, facilitando a gestão de implementos via ISOBUS.
Além disso, a integração com a plataforma PTx FarmENGAGE coloca a máquina no centro da gestão de dados. A ferramenta permite não apenas o planejamento e a comunicação entre o escritório e o campo, mas também a compatibilidade com frotas multimarcas, facilitando a rotina de gestores que operam parques de máquinas diversificados. Segundo a Valtra, a tecnologia embarcada visa reduzir o esforço repetitivo do operador, automatizando funções como o controle de implementos e a velocidade de deslocamento.
Personalização e mercado
Mantendo a tradição, a linha segue compatível com o programa Valtra Unlimited, que permite customizações de fábrica para nichos específicos, como atividades florestais ou aplicações municipais. A estratégia da marca, reforçada por executivos como Matti Tiitinen, é clara: oferecer uma máquina que responda diretamente às necessidades de desempenho e conectividade levantadas pelos próprios agricultores.
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