O vereador por Cuiabá Alex Rodrigues afirmou, em declarações públicas recentes, que acredita ter sido incluído na Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em decorrência de sua participação em um almoço com parlamentares de Várzea Grande. O encontro ocorreu na véspera da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal do município vizinho, gerando suspeitas por parte dos órgãos fiscalizadores.
Segundo o parlamentar cuiabano, a sua presença no local limitou-se a uma confraternização social entre conhecidos, sem qualquer envolvimento em articulações políticas ou acordos partidários. Na avaliação do vereador, a situação configurou um episódio em que esteve no lugar errado e na hora errada, o que teria motivado a inclusão de seu nome entre os alvos da ação conduzida pelas autoridades de segurança pública e pelo Ministério Público.
Detalhes da reunião e o convite entre amigos
Durante a apuração dos fatos, Alex Rodrigues relatou que compareceu à chácara onde o evento foi realizado a convite do vereador Miguel Angel, conhecido como Miguelzinho, com quem mantém laços de amizade pessoal. De acordo com o relato do político, ele permaneceu na propriedade por aproximadamente duas horas antes de retornar às suas atividades habituais na capital mato-grossense.
Apesar de reconhecer que o grupo de parlamentares de Várzea Grande estava reunido para discutir a disputa interna pela Mesa Diretora da casa de leis local, o vereador negou veementemente ter participado de qualquer deliberação sobre o tema. Para aprofundar no assunto e conferir os desdobramentos de investigações semelhantes no cenário político regional, acesse o portal oficial do Ministério Público de Mato Grosso para acompanhar relatórios e atualizações institucionais.
Busca e apreensão e o esclarecimento sobre a abordagem
Durante o cumprimento dos mandados expedidos no âmbito da Operação Cathedra Venalis, agentes do Gaeco compareceram à residência do parlamentar em Cuiabá. Conforme o relato prestado à imprensa, os policiais realizaram buscas minuciosas no imóvel e recolheram apenas o aparelho celular do investigado, equipamento que, segundo o próprio vereador, já foi periciado e restituído.
Questionado sobre uma abordagem policial posterior realizada pela Rotam, na qual teriam sido apreendidos valores em espécie em um veículo, o político negou qualquer envolvimento com a quantia. Ele confirmou que estava acompanhado do vereador Ilde Taques no momento da fiscalização, mas ressaltou que em sua mochila pessoal havia apenas documentos e um computador portátil, sem qualquer numerário suspeito.
Próximos passos e cooperação com as investigações
A Operação Cathedra Venalis mobilizou equipes de segurança para cumprir dezenas de mandados em municípios como Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, mirando suspeitas de vantagens indevidas e corrupção na administração pública. Diante do cenário, a defesa do vereador informou que buscará acesso integral aos autos para prestar os devidos esclarecimentos à sociedade.
O parlamentar declarou que não pretende adotar medidas judiciais contra as instituições responsáveis e reiterou disposição total para colaborar com as autoridades. O objetivo, segundo ele, é demonstrar cabalmente a ausência de participação em qualquer irregularidade relacionada aos pleitos legislativos investigados.
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