‘Violação territorial’, diz Sánchez sobre chegada em massa de imigrantes na Espanha


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Os territórios de Ceuta e Melilla são considerados espanhóis, mas ficam no continente africano e fazem fronteira com o Marrocos. Eles podem ser alcançados pelo mar —embora isso signifique, na prática, contornar uma passagem fronteiriça terrestre, e não atravessar o Estreito de Gibraltar ou o Mar Mediterrâneo. Os dois territórios são as únicas fronteiras terrestres da Europa com a África.

Outro fator que atraiu atenção internacional foi a oferta do governo espanhol de anistia e permissões de residência para imigrantes que consigam demonstrar que já estavam no país sem autorização legal. No entanto, essa medida aplica-se apenas às pessoas que podem provar que já se encontravam na Espanha quando a regra entrou em vigor. Portanto, ela não melhora as chances de permanência para aqueles que entram atualmente por vias irregulares.

Pressão na fronteira e críticas a Marrocos

Sindicato da Polícia Nacional da Espanha (Jupol) acusou as autoridades marroquinas de não agirem para conter as saídas em direção ao território espanhol. Em comunicado, a entidade falou em “passividade absoluta por parte das autoridades marroquinas” e disse que a situação acaba recaindo sobre a Polícia Nacional.

Em outro trecho do texto, o sindicato afirmou que a repetição do cenário desgasta o trabalho das forças espanholas. “Enquanto a Espanha mobiliza todos os seus recursos para atender esta crise, o Marrocos permanece impassível diante de uma situação que se repete periodicamente e que termina recaindo exclusivamente sobre a Polícia Nacional”, afirmou o Jupol.

Também houve uma concentração de milhares de jovens marroquinos na região de Castillejos, do lado marroquino da fronteira. Segundo a EFE, grupos chegaram a pé, de moto e de carro e avançaram em direção ao perímetro, com famílias, mulheres e crianças entre os presentes.





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