Zanin manda tirar tornozeleira de advogado suspeito de pagar propina a desembargador
Na Operação “Sisamnes”, a Polícia Federal levantou suspeitas de ligação de Taques com o pagamento de uma propina de R$ 250 mil para um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O suborno teria sido intermediado por um outro advogado, Roberto Zampieri, assassinado a tiros à porta do seu escritório em Cuiabá, em dezembro de 2023.
Na petição a Zanin, a defesa pontuou que Taques encontra-se submetido, há mais de um ano e oito meses, à medida cautelar de monitoramento eletrônico, “cumulada com severa restrição territorial, que o impede de se ausentar da comarca de sua residência (Cuiabá)”.
A defesa argumentou que a medida “revela-se manifestamente desnecessária e desproporcional, especialmente diante da ausência de qualquer elemento concreto indicativo de risco de reiteração delitiva, de fuga ou de interferência na investigação”.
Em sua decisão, de 13 páginas, Cristiano Zanin cita que o advogado é investigado no âmbito do Inquérito Policial 1.852/DF, em trâmite no Superior Tribunal de Justiça, no qual se apura a suposta prática dos crimes de corrupção ativa e passiva e de organização criminosa.
As apurações tiveram início a partir da extração e análise dos dados constantes do aparelho celular do advogado Roberto Zampieri. O conteúdo extraído do celular de Zampieri revelou indícios da comercialização de decisões judiciais supostamente proferidas por desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, com a intermediação de Flaviano Taques.
Ante o suposto envolvimento do advogado com o esquema, o STJ o proibiu de manter contato com outros investigados, de acessar fóruns judiciais ou os sistemas processuais do Tribunal estadual e, ainda, de sair do País com a obrigação de entrega de passaportes, sendo a ele vedada até a mudança de endereço.
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