A atuação de parlamentares municipais volta a ser alvo de escrutínio rigoroso no estado de Mato Grosso. O procurador da Câmara de Cuiabá, Eustáquio Noronha Neto, avaliou que o vereador Jeferson Siqueira (PSD) pode enfrentar um processo na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, com risco real de perda de mandato, caso seja comprovada a acusação de coação contra o seu suplente, Antônio Lemes.
O caso ganhou repercussão na semana passada, quando Lemes optou por renunciar à cadeira que ocuparia temporariamente até 13 de novembro. De acordo com os relatos apresentados, a decisão foi motivada por pressões exercidas por Siqueira, geradas por divergências no âmbito político e em meio aos desdobramentos internos da eleição para a Mesa Diretora do Legislativo municipal.
Tensões políticas e disputas internas na mesa diretora
As divergências que culminaram no impasse envolveram alianças estratégicas para a escolha da nova liderança da Casa de Leis. Enquanto o suplente manifestava intenção de apoiar a parlamentar Paula Calil (PL), o titular licenciado havia firmado compromisso com a candidatura de Ilde Taques, que acabou consolidando a vitória para o biênio de 2027-2028.
Além das rusgas eleitorais, o suplente apontou que enfrentava restrições na autonomia de suas decisões desde o mês de julho. Segundo o relato formalizado, mesmo estando afastado temporariamente das funções legislativas, o titular continuava exercendo forte influência sobre a gestão do gabinete parlamentar, limitando a atuação do substituto legal durante o período de exercício temporário.
Desdobramentos jurídicos e próximos passos no legislativo
Diante da gravidade da carta de renúncia protocolada, a Procuradoria do Legislativo trabalha para esclarecer o alcance exato do documento apresentado. O objetivo é definir se a manifestação de saída se restringe ao período restante da licença de 120 dias ou se abrange a desistência definitiva da condição de suplente na legislatura.
Para avançar na apuração dos fatos, Eustáquio Noronha Neto informou que Antônio Lemes será convocado novamente pela Procuradoria nos próximos dias para prestar novos esclarecimentos. Enquanto os trâmites institucionais seguem em andamento, o retorno pretendido por Jeferson Siqueira foi temporariamente vetado pelo órgão, mantendo a cadeira vaga até o encerramento oficial do prazo da licença original, a menos que haja novas deliberações oficiais da casa legislativa. Para acompanhar mais desdobramentos sobre a política regional e outras notícias de relevância nacional, continue navegando pelo Rdnews e confira as atualizações diárias no portal Play Notícias News.
Mais sobre este assunto
Prefeitura de Sinop autoriza milhões para transporte escolar sem licitação
Ex-servidor da MTI é preso suspeito de intimidar testemunha em caso de assédio
Julgamento revela que réu simulou sequestro com ajuda externa em Cuiabá
TCE paralisa pregão de R$ 2,18 milhões em Sapezal por indício de direcionamento