MATO GROSSO

Sobrinha aponta interesse financeiro em julgamento sobre morte de empresária

Tribunal do Júri julga homem acusado de matar a esposa Nilza Moura por interesse em patrimônio superior a R$ 1 milhão.

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  • O Tribunal do Júri acompanha o andamento do processo contra Jackson Pinto, acusado de matar a esposa, a empresária Nilza Moura.
  • Durante a sessão realizada no dia 20, depoimentos revelaram detalhes sobre a dinâmica do relacionamento e a administração dos bens da vítima,…
  • A testemunha Estefania Cristina da Liz Souza Amaral, sobrinha da vítima, prestou depoimento e relatou que o comportamento do réu era controlador.
Sobrinha aponta interesse financeiro em julgamento sobre morte de empresária
Rodrigo Moura / TJMT

O Tribunal do Júri acompanha o andamento do processo contra Jackson Pinto, acusado de matar a esposa, a empresária Nilza Moura. Durante a sessão realizada no dia 20, depoimentos revelaram detalhes sobre a dinâmica do relacionamento e a administração dos bens da vítima, que possuía um patrimônio avaliado em mais de R$ 1 milhão, incluindo nove apartamentos.

A testemunha Estefania Cristina da Liz Souza Amaral, sobrinha da vítima, prestou depoimento e relatou que o comportamento do réu era controlador. Segundo o relato apresentado na sessão, a família já percebia restrições impostas por Jackson, que não permitia que Nilza conversasse com outras pessoas sem a sua presença. O casal havia se casado em 2015, passado por separações e retornado ao convívio conjugal.

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Patrimônio e conflitos financeiros sob análise

Durante a oitiva, a sobrinha destacou que a tia era a principal responsável pelo sustento da casa, enquanto o réu administrava os bens e atuava ocasionalmente como motorista de aplicativo. O patrimônio de Nilza incluía nove imóveis, com planos de criação de uma holding familiar da qual o acusado ficaria de fora.

A testemunha afirmou acreditar que a motivação do crime estaria ligada ao interesse financeiro no patrimônio superior a R$ 1 milhão. Conforme o depoimento, mesmo durante as buscas pelo paradeiro da empresária, o réu teria demonstrado preocupação com a divisão de bens e sugerido alternativas financeiras envolvendo os bens da vítima.

Contradições e investigações do desaparecimento

O depoimento também detalhou os momentos seguintes ao crime, quando a família ainda tentava localizar Nilza. O réu teria apresentado versões divergentes sobre as roupas que a esposa usava no dia em que desapareceu, além de acompanhar as diligências policiais e a análise de imagens de câmeras de segurança.

Investigações e relatos apontam que, durante o período de buscas, a família recebeu mensagens de um homem exigindo resgate, valor que foi pago parcialmente por meio de transferências. Posteriormente, o corpo da empresária foi encontrado com marcas de violência e sinais de asfixia, o que levou ao endurecimento das acusações contra o marido.

O julgamento segue mobilizando familiares e acompanhando os desdobramentos judiciais do caso. Para continuar bem informado sobre os principais acontecimentos da justiça e da segurança pública, acompanhe as atualizações diárias no Repórter MT e continue navegando pelo Play Notícias News para conferir conteúdos aprofundados e análises completas.

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