O governador reeleito Otaviano Pivetta pretende iniciar o próximo mandato com uma reforma administrativa voltada à redução dos custos e do tamanho da máquina pública em Mato Grosso. Um grupo formado por dez técnicos analisa a estrutura atual do Estado e deverá apresentar propostas para diminuir o contingente de pessoal e tornar a administração mais enxuta.
A intenção é reduzir o peso das despesas públicas sobre os contribuintes e adequar o funcionamento do governo às demandas da população. O tema foi detalhado durante uma entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (21), na qual o chefe do Executivo estadual comentou as perspectivas para o próximo período de gestão.
Equipe técnica avalia corte de gastos e estrutura
A reforma administrativa ainda está em fase de estudos preliminares. Uma equipe formada por especialistas trabalha na avaliação do quadro atual do governo para propor medidas concretas de redimensionamento da estrutura estatal.
O principal objetivo apontado pela gestão é aliviar a carga financeira suportada pela sociedade, buscando maior eficiência na entrega de serviços públicos essenciais sem comprometer a capacidade operacional das secretarias e órgãos estaduais.
Desafios orçamentários e o impacto no Fethab
Além da revisão estrutural, a administração estadual enfrenta preocupações expressivas no campo financeiro para os próximos anos. Um dos pontos críticos destacados pelo governador envolve a redução gradual da receita proveniente do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
De acordo com as projeções apresentadas, as perdas financeiras relacionadas a esse fundo poderão alcançar a marca de R$ 6 bilhões. A transição entre os sistemas tributários, prevista para ocorrer ao longo do próximo mandato, adiciona complexidade a esse cenário fiscal.
Transição tributária e manutenção dos investimentos
Embora o impacto federativo da reforma tributária conte com mecanismos compensatórios, o reflexo específico sobre o fundo estadual exige planejamento rigoroso. O governo busca conciliar a contenção de despesas com a manutenção dos investimentos em infraestrutura e áreas prioritárias.
O grande desafio para o próximo ciclo governamental será reorganizar as contas públicas para absorver a perda de arrecadação projetada, mantendo o equilíbrio fiscal e a capacidade de atendimento às demandas dos cidadãos mato-grossenses.
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