Coleguinha leva veneno de rato para escola em Cuiabá, sete crianças têm contato com substância e uma vai parar no HMC
Seis crianças estão estáveis, conscientes e sem sintomas no Centro Médico Infantil, enquanto a criança que teria levado o produto apresentou quadro mais significativo e permanece sob monitoramento toxicológico
Sete crianças da Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, localizada no bairro Alvorada, em Cuiabá, precisaram de atendimento médico nesta segunda-feira (10) após terem contato com uma substância identificada preliminarmente como veneno de rato dentro do ambiente escolar.
A ocorrência mobilizou equipes das secretarias municipais de Educação e Saúde. Conforme nota oficial divulgada pela Prefeitura de Cuiabá, assim que o episódio foi identificado, as crianças foram retiradas da situação de risco e encaminhadas para atendimento médico.
Inicialmente, os sete alunos foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, onde receberam os primeiros cuidados e passaram por avaliação da equipe médica.
Após o atendimento inicial, seis crianças, que estavam conscientes, estáveis e sem apresentar sintomas, foram transferidas para o Centro Médico Infantil (CMI), unidade especializada no atendimento pediátrico. Elas permaneceram em observação e sob acompanhamento médico por precaução.
A situação que exigiu maior atenção envolve justamente a sétima criança, apontada pela Prefeitura como aquela que teria levado a substância para a escola.
Segundo o município, esse aluno apresentou um “quadro mais significativo” em comparação às demais crianças. Depois de receber os primeiros atendimentos na UPA Morada do Ouro, ele foi transferido para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).
No hospital, a criança permanece recebendo atendimento especializado e submetida a monitoramento toxicológico.
Apesar da necessidade de cuidados diferenciados, a Prefeitura informou que, até o momento da divulgação da nota, todas as sete crianças estavam fora de perigo.
Ainda não foram divulgadas informações sobre como o produto chegou às mãos da criança, de onde teria sido retirado, qual seria exatamente a substância encontrada ou de que maneira ocorreu o contato dos demais alunos com o material.
A identificação como veneno de rato é, até o momento, preliminar, conforme esclareceu oficialmente o município.
A administração municipal afirmou que as secretarias de Educação e Saúde trabalharam de maneira integrada desde que a situação foi descoberta, com o objetivo de garantir atendimento rápido aos estudantes e assistência às famílias.
O município também informou que continuará acompanhando a evolução do estado das crianças e prestando o suporte considerado necessário.
Por envolver menores de idade e informações relacionadas à saúde, a Prefeitura ressaltou que não divulgará detalhes sobre diagnósticos, procedimentos médicos ou outras informações individualizadas dos pacientes.
Segundo a administração municipal, a restrição busca preservar o sigilo médico, a privacidade, a imagem e a integridade das crianças envolvidas.
O episódio deverá agora ser esclarecido para determinar as circunstâncias em que a substância foi levada para dentro da escola e como sete estudantes acabaram tendo contato com o produto. Até que haja confirmação técnica sobre o material, a informação oficial permanece sendo de que se trata, preliminarmente, de veneno de rato.
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