Venezuelanos com nervos à flor da pele por rumores e esperanças de encontrar vida sob os escombros
Disseram que “supostamente havia um menino vivo, que o menino respirava, depois disseram que ele urinava, depois que ele tinha batido (nos escombros). Toda vez que as escavadeiras entram, perguntam: ‘Você o viu?’. (Eles respondem): ‘Não, não o vi, mas ele está aí’. Eles não terminam de dizer a verdade. Estão brincando com a dor dos familiares”, protesta Liendo.
Aloa González, de 50 anos, também passou dias e noites ao lado dos escombros, de onde deseja retirar os corpos de sua irmã e de sua tia. Ela está desolada com a esperança frustrada provocada pela suposta descoberta de uma criança viva.
“Houve várias versões sobre os sobreviventes. Primeiro disseram que não conseguiam chegar até as pessoas, que não havia jeito nem maneira, que era impossível passar”, explica.
Depois, disseram que “não sabiam se era um menino ou uma menina, um homem ou uma mulher. Diziam que supostamente havia batido (nos escombros), que havia 70% de certeza de que existia vida ali”, relata.
– “Os socorristas foram embora” –
Das 6.462 pessoas resgatadas após os dois terremotos que atingiram La Guaira e Caracas, a última foi retirada dos escombros na quinta-feira, em uma operação considerada praticamente milagrosa, já que as chances de sobrevivência costumam diminuir drasticamente após 72 horas.
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