PF adia depoimento de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, após pedido da defesa




PF adia depoimento de ex-sócio de Vorcaro
A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do ex-sócio de Daniel Vorcaro, o banqueiro Augusto Lima, que estava marcado para esta segunda-feira (3). A decisão ocorreu após pedido da defesa, e a oitiva ainda não foi remarcada.
Augusto Lima era controlador do Banco Pleno desde julho de 2025 e ligado a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso em Brasília. Ele tem um histórico associado não apenas às fraudes envolvendo as instituições financeiras, mas também a nomes ligados ao governo.
Augusto Lima, dono do Banco Pleno
Vanner Casaes/Agência Alba
Lima foi alvo de mandados de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho, e que também mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA), à epoca, líder do governo no Senado.
Ele já havia sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado em outra fase da mesma operação. O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada em fevereiro deste ano pelo Banco Central.
De acordo com as investigações da PF nos celulares de Vorcaro, Lima também atuou para que o Banco de Brasília (BRB) comprasse as carteiras do Banco Master.
Jaques Wagner falou 74 vezes com Augusto Lima, executivo do Banco Master, diz PF
Ligação com Jaques Wagner
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tornou públicos na última quinta-feira (30) os detalhes da investigação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado que, segundo a PF, teria ganhado propina para beneficiar o Banco Master.
Os novos documentos revelam detalhes de uma trama que ficou conhecida em 18 de junho, quando Wagner foi alvo de busca e preensão da PF na nona fase da Operação Compliance Zero.
Entre outros pontos, investigadores identificaram 74 ligações telefônicas entre o senador e Augusto Lima (saiba mais sobre o caso aqui).
Augusto Lima, chamado por Jaques Wagner pelo apelido “Guga”, é o personagem que liga o senador baiano ao caso Master.
Wagner foi apontado como articulador político em benefício do banco de Vorcaro em matérias que tramitavam no Senado, como a ampliação da margem para as pessoas tomarem empréstimo consignado. A medida interessava ao Master.
Em troca da suposta atuação, Wagner teria recebido, segundo as apurações, um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador (BA) e repasses de R$ 3,5 milhões para empresas de seus familiares.
Na sexta-feira (31), Jaques Wagner, que tentará a reeleição ao Senado em outubro, disse estar “tranquilo” com as investigações e afirmou que vai “provar a inocência”.



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